Por onde anda
Adriano foi maestro no Sport e no Náutico e continua no futebol como dirigente
Pelo Timbu, meia ganhou destaque no Estadual de 1999. No Leão da Ilha, foi campeão pernambucano e nordestino em 2000, além de brilhar na Copa João Havelange
postado em 09/10/2012 08:00 / atualizado em 08/10/2012 16:32
Com esse currículo, Adriano chegou a Pernambuco em 1999. Ainda que não tenha confirmado o status de craque que se esperava, o atleta vestiu a camisa alvirrubra e comprovou o talento incomum com a bola nos pés. Foi destaque no Náutico durante o Campeonato Pernambucano e despertou o interesse do rival Sport. A transferência da Ilha do Retiro se concretizou apenas na temporada seguinte. A espera valeu. Depois de uma curta passagem no Atlético Mineiro, o atleta se vestiu de rubro-negro para viver umas das melhores fases da carreira e comandar um dos grandes times montados pelo Leão. Marcou seu nome no futebol local.
Adriano guarda bem na memória os primeiros jogos em defendeu o Timbu. “Eu sai do São Paulo para o Náutico por empréstimo. Logo no primeiro jogo era um clássico com o Santa Cruz. Treinei na quarta e joguei no domingo. A partida acabou em 1 a 0, com um gol meu”, lembra. “Depois teve o jogo com o Vitória. O placar foi 2 a 0 e eu fiz os dois gols. Quer dizer, minha passagem começou com gols e alegria. Já consegui desequilibrar no começo”, acrescenta.
Adriano, de fato, teve uma boa passagem pelo Náutico. Fez 19 gols no Estadual. Só ficou atrás de Leonardo, do Sport, que assinalou 24 tentos. O detalhe é que o meia chegou com o campeonato já em andamento. Fez o suficiente para virar ídolo da torcida alvirrubra até que se rendeu ao interesse do maior rival.
Mudança para o Sport
Depois de brilhar no Estadual, Adriano trocou de cidade. Deixou o Recife para disputar o Campeonato Brasileiro em Minas Gerais. Foi para o Atlético Mineiro. A passagem foi rápida. O meia, após o final da competição, foi contratado pelo Sport. De imediato, gerou a ira dos alvirrubros.
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“No Náutico, fiz um Pernambucano muito bom. Fiz gol em quase todos os jogos que atuei. Resgatamos a torcida dos mais velhos e os mais novos que precisavam de um ídolo”, afirma. “A torcida acabou chateada, mas o jogador precisa ser profissional”, acrescenta.
Adriano, então, assinou contrato de empréstimo por um ano e partiu temporada mágica na sua trajetória. Fez parte de um dos times mais fortes da história recente do Sport. Foi campeão pernambucano, campeão do Nordeste e brilhou nas competições nacionais da Copa dos Campeões e do Campeonato Brasileiro.
A primeira prova em nível nacional da versão do Sport de 2000 aconteceu na Copa dos Campeões. Depois de aposentar o meia Rai ao eliminar o São Paulo, os leoninos chegaram à final do torneio. O adversário era o Palmeiras. A torcida rubro-negra estava eufórica com a possibilidade de conquistar a competição e voltar a disputar a Copa Libertadores. Até hoje, Adriano lamenta a derrota por 2 a 1.
“Não fomos campeões porque a final foi decidida em apenas um jogo. Todas as outras fases da competição tinham jogos de ida e volta”, diz. “Jogamos a final muito melhor do que o Palmeiras. Chegamos muito perto”, acrescenta.
O quase no Campeonato Brasileiro
Depois do quase na Copa dos Campeões, o Sport voltou a bater na trave. Na Copa João Havelange, que substituiu o Brasileiro daquele ano, o Leão da Ilha caiu nas quartas de final. O primeiro jogo, no estádio Olímpico, acabou em 2 a 1 para os tricolores. A decisão ficou para a Ilha do Retiro. O Grêmio abriu o placar com Ronaldinho Gaúcho de pênalti.
Antes, porém, os rubro-negros se revoltaram com não marcação de uma infração sobre Russo dentro da área. A partida correu com ares dramáticos ainda mais depois que Adriano marcou o gol do empate. “Se ganhássemos do Grêmio, éramos campeões. Não tinha nenhum outro time que pudesse bater a gente”, garante. “O nosso time era muito forte dentro da Ilha. Era um time com personalidade. A torcida também era muito empolgada. Vinha São Paulo, Palmeiras, Corinthians e a gente dava pau”, acrescenta.
Treinador de faltas e cartola
Adriano ainda vive ligado ao futebol. O meia chegou a fundar o Oeste, em São Paulo. O clube disputou a Quarta Divisão local e, agora, transferiu-se para a cidade de Prudente. Passou a ser chamado de Grêmio. Nele, Adriano atua em três funções. Ensina cobrança de faltas, joga e ainda é dirigente. Nesta temporada, ele participou da disputa da Quarta Divisão do Paulista. “Tenho 38 anos e já não sei se jogo no ano que vem”, afirma.