Paul di Resta é um dos maiores rivais de Sebastian Vettel, desde os tempos que os dois eram oponentes na F-3. E o piloto da Force India não esconde a sua antipatia pelo alemão da Red Bull. Desta vez, o escocês disse que ele deveria ter chegado à Fórmula 1 antes de Vettel e que o representante da Alemanha, tricampeão da categoria, teve mais sorte.
Em 2006, Di Resta e Vettel correram juntos na F-3 e, na ocasião, o piloto escocês levantou o caneco da categoria com 11 pontos a mais do que seu desafeto. Apesar disso, Sebastian chegou à F-1 em 2008, quando participou de oito corridas (uma pela BMW e sete pela Toro Rosso). Já Paul di Resta só conseguiu uma vaga na maior categoria do automobilismo mundial três anos mais tarde.
“Ele teve mais sorte do que eu. Vettel não deveria ter chegado antes de mim”, falou di Resta, em entrevista à Speed Week.
Di Resta também acredita que Fernando Alonso, da Ferrari, é quem tinha que levar o título do ano passado e quem merece levantar o caneco em 2013.
“Para mim, ele é o campeão de 2012”, disse o piloto da Force India. “Fernando teve problemas na Malásia e no Bahrein, mas a Ferrari está muito forte. Eu creio que ele merece o título”, completou.
Em outra entrevista, concedida ao site da revista britânica Autosport, o piloto também falou sobre as críticas aos pneus da Pirelli. O piloto da Force India foi de encontro às reclamações dos outros integrantes da categoria em relação aos compostos e frisou que, mesmo com o desgaste dos pneus, as corridas seguem interessantes.
“Pode ser chato na frente, mas não é chato quando você está a corrida todo lutando por posição. Até mesmo com 11 voltas para o fim da última corrida, nós estávamos lutando por posições na pista, porque nós sabíamos que estávamos em uma estratégia de quatro paradas e tínhamos de chegar na frente de alguns carros que estavam fazendo três paradas. É uma grande coisa”, opinou.
Paul di Resta também revelou que sua equipe foca bastante no desempenho durante as provas, já que não sabe se poderá brigar pelas primeiras posições.
“Estamos ansiosos pela performance na corrida, porque sabemos que nosso carro não vai brigar pelas duas primeiras filas na classificação”, declarou. “Você já está com um pé atrás, então você tem de parar de pensar nisso e começar a pensar sobre a corrida e em lutar no final, quando os outros estão com problemas. É isso que mantém as corridas animadoras e desafiadora. Mesmo que chegue ao ponto em que você tem de poupar os pneus para isso, você não sabe onde vai estar”, comentou.
Para o escocês, Barcelona é a prova mais complicada para os pneus: ”Outra coisa – e eu não estou me deixando levar – é assim em todas as corridas. Para nós, têm sido como no ano passado. Nós sabemos que Barcelona é a corrida mais difícil para os pneus, então não espero que Mônaco seja muito diferente este ano”.