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TRIÂNGULO

Caldeirão no Sabiazinho

Torcida do Uberlândia promete lotar os 8 mil lugares da arquibancada

postado em 16/05/2013 09:00 / atualizado em 16/05/2013 09:28

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Fazer do Sabiazinho um caldeirão, como ocorre no Ginásio Homero Santos, é o pensamento de todos no time de basquete do Uberlândia, assim como da torcida, que promete lotar os 8 mil lugares da arquibancada. Na opinião dos jogadores, o grupo está perfeitamente adaptado ao novo espaço e os sustos levados contra o Pinheiros, quando perdeu duas vezes seguidas em casa, não mais se repetirão.

Para o pivô Estevam, que participou das campanhas do título de 2004, brasileiro, e 2005, sul-americano, o time já está inteiramente adaptado ao Sabiazinho. “A gente só tinha jogado nesta temporada no Homero Santos. Quando acontece uma mudança dessas, a gente perde a referência. Mas agora já está tudo bem, pois estamos trabalhando no Sabiazinho há um mês. Já decoramos tudo. E com essa torcida, vamos jogar o nosso máximo.”

Estevam, Valtinho e Helinho são os ramanescentes do time que levantou os dois títulos mais importantes da equipe mineira. Eles são a principal razão do retorno do time depois de três anos afastado das competições, o que aconteceu em 2009 e 2010, quando houve a fusão com o Brasília. Os dois primeiros insistiram com a direção do grupo Unitri, o detentor da marca, para que o time voltasse.

“Uberlândia sempre foi o melhor lugar que eu já morei”, não se cansa de repetir o armador Valtinho, que vive um momento especial na carreira. “Pela primeira vez eu tive uma contusão tão séria, uma fratura no pé esquerdo, que demorou a calcificar. Fiquei mais de seis meses sem poder jogar. Fazia alguns arremessos, mas era só. Não me satisfazia. Mas depois de um longo tratamento deu tudo certo e pude voltar a jogar, melhor ainda por ter ajudado o time a chegar às semifinais do NBB.”

O pivô Estevam, assim como o outro símbolo do time, Valtinho, passou por momentos difíceis, com uma fratura na mão esquerda, e ficou quase dois meses afastado das quadras. E ele ainda foi pivô involuntário de um outro caso sério: depois de uma trombada com o armador Helinho, durante um treino, o companheiro sofreu uma fratura no rosto e chegou a desmaiar em quadra. “Felizmente o pior já passou. O Helinho stá recuperado e jogando. Fiquei apavorado quando aconteceu. Mas nossa maré de sorte voltou, graças a Deus.”

O técnico Hélio Rubens coloca o time completo em quadra, com Valtinho, Robby Collum, Robert Day, Grubber e Cipolini. Para o banco ele terá Helinho, Audrei, o destaque do primeiro jogo, com 23 pontos, Salsicha, Luan, Dida, Léo e Estevam. O pensamento é vencer hoje para tentar fechar a série no sábado, quando a equipe terá novamente o apoio de sua torcida.