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FIM DA ERA

Após 23 anos, Ricardo Teixeira renuncia aos cargos de presidente da CBF e do COL

Dirigente alegou motivos de saúde para a saída; José Maria Marin assume o posto

postado em 12/03/2012 12:34 / atualizado em 12/03/2012 13:30

REUTERS/Ueslei Marcelino
Ricardo Teixeira não é mais o presidente da Confederação Brasileira de Futebol. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira por José Maria Marin, primeiro vice-presidente da entidade e que agora assume o cargo máximo efetivamente da CBF.

José Maria Marin concedeu uma entrevista coletiva no auditório na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Ele leu a carta de renúncia escrita por Ricardo Teixeira, que alega motivos de saúde para se afastar do comando do futebol nacional.

“Deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação de dever cumprido”, diz Ricardo Teixeira em trecho da carta.

Ricardo Teixeira, de 64 anos, estava no cargo de presidente da CBF desde 16 de janeiro de 1989. “Presidir paixões não é uma tarefa fácil. Futebol em nosso país é associado a duas imagens: talento e desorganização. Quando ganhamos, exaltam o talento. Quando perdemos, a desorganização. Fiz o que estava ao meu alcance. Renunciei à saúde. Fui criticado nas derrotas e subvalorizado nas vitórias”.

O ex-presidente da entidade máxima do futebol brasileiro também deixa o comando do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014.

O atual mandato de José Maria Marín vai até 2015, quando em Assembleia Geral Ordinária será avaliada a prestação de contas referente ao ano de 2014.

Marín diz que não haverá mudanças na CBF, uma vez que é uma “continuidade de uma gestão respeitada em todo o mundo”.

Na semana passada, Ricardo Teixeira já havia pedido licença médica por 60 dias.


Saúde

Os problemas de saúde de Ricardo Teixeira já levaram o cartola a ser internado por dois dias em outubro. À época, ele foi atendido em hospital carioca queixando-se de dores abdominais. Após uma série de exames, os médicos identificaram quadro de diverticulite, processo inflamatório no intestino grosso. O dirigente passou a ser medicado e ficou 48 horas em observação.

Além da diverticulite, Teixeira tem um histórico de problemas cardíacos, possui dois stents (tubos perfurados que auxiliam o fluxo sanguíneo nas artérias) e se consultava com o cardiologista e ex-presidente do Fluminense, Roberto Horcades. Ele também é diabético.

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