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DOUGLAS

Volante Douglas, ex-Cruzeiro, trocou os campos pela fazenda no interior de Minas

Jogador foi ídolo da torcida celeste nos anos 1980 e 90, e integrou timaço de 1992

Thiago de Castro - Superesportes

(9) Comentários | Comentar | Votação

Publicação:

05/09/2011 05:00

 

Atualização:

01/09/2011 17:37

Jorge Gontijo/Estado de Minas
Douglas iniciou a carreira nos anos 80, foi duas vezes campeão mineiro e partiu para Portugal
A fazenda tem hoje a importância que os estádios tiveram no passado. Por isso, o ex-volante Douglas, ídolo do Cruzeiro nos anos 80 e 90, já deve se aposentar precocemente da pequena carreira de treinador para se dedicar exclusivamente a outra paixão. O ganha pão do ex-jogador agora é a suinocultura. “Essa é a minha realidade. Tenho uma fazenda na região de Bambuí (Centro-Oeste de Minas)”, conta.

Cuidar de porcos é uma atividade antiga, que começou a virar realidade quando Douglas ainda não havia pendurado as chuteiras. “Quando eu estava em Portugal, comprei a fazenda. Comecei a cuidar quando parei de jogar. Foi do zero. Demorei um pouco para aprender tudo. Exigiu muita dedicação. Hoje está mais tranquilo”, relata o ex-jogador, que também defendeu o Sporting, de Lisboa.

Muitos anos depois de se aposentar, o ídolo celeste retomou o contato com o futebol fora de campo. “Fui convidado pelo Eugênio (Souza, atual técnico do Nacional de Nova Serrana e ex-zagueiro celeste) para voltar ao futebol. Comecei com ele quando o Cruzeiro lançou uma parceria com o Itaúna. Fui auxiliar dele. Depois tive uma experiência como técnico, no Campeonato Goiano, do Jataiense. Fui bem e ficamos no meio da tabela. Depois, assumi um projeto muito legal no Guarani, de Divinópolis. Conseguimos subir para a primeira divisão do Mineiro”.

Mas a carreira curta do ex-volante como comandante já deve ser encerrada. “Antes mesmo de decolar, estou querendo me aposentar e ficar mais dentro de casa e com a fazenda. Ganho de um lado, treinando, mas perco com a fazenda. A suinocultura é uma atividade apertada e exige dedicação. Hoje tenho uma filha cursando medicina e um filho no ensino médio. Minha missão está quase ficando cumprida”, brinca.

Vitorioso dentro de campo

Douglas foi um volante de técnica que gostava de sair para ajudar o time ofensivamente. Revelado pela Raposa no início dos anos 80, ele conquistou a torcida em pouco tempo. “Eu comecei em 81, foi meu primeiro jogo. Em 82, fui efetivado como titular. Foi uma época que o Cruzeiro começou a dar chances para os jogadores da casa. Tinha muito tempo que não ganhava, era uma hegemonia grande do Atlético, que tinha uma equipe boa com Cerezo, Reinaldo e outros. A gente tinha que recriar o Cruzeiro para ficar competitivo. Conseguimos, ganhamos o Mineiro em 84 e 87”, recorda.
Estado de Minas
Douglas voltou ao Cruzeiro em 1992 e conquistou o bi da Supercopa e a Copa do Brasil


Os anos 80 não foram tão ricos como os 90 para o torcedor do Cruzeiro. Mas Douglas surgiu como revelação de um time que tinha como destaques Joãozinho e Palhinha em fim de carreira, e ainda Tostão II. Antes de ir para Portugal, o volante jogou também com o goleiro Gomes, o lateral Balu, o centroavante Hamilton e os pontas Robson e Édson, o "Guerreiro".

Depois de jogar no futebol português, o ex-volante voltou para o Brasil no seu clube do coração. “Voltei para o Cruzeiro e a equipe já estava bem estruturada. Era um bom time e tive a felicidade de ganhar a Supercopa da Libertadores em 92 e Copa do Brasil em 93”.

Na Supercopa, ele integrou um timaço que tinha Paulo Roberto Costa, Luisinho, Nonato, Boiadeiro, Luis Fernando, Renato Gaúcho, Roberto Gaúcho, Betinho, dentre outros.


Sporting e Seleção

A passagem por Portugal foi no Sporting de Lisboa, por quatro temporadas. Lá, ele atuou ao lado do meia-atacante Careca, outra cria do Cruzeiro, e do zagueiro Luisinho, seu companheiro também na conquista da Supercopa de 1992 pelo Cruzeiro.

No Sporting, Douglas viu nascer um dos maiores craques portugueses de todos os tempos: Luís Figo, revelado no clube de Alvalade.

"Ele foi campeão mundial júnior com Portugal e ganhou chances no nosso time profissional. Era uma verdadeira promessa e já jogava pela direita. Tinha um cabelo diferente. Em campo, demonstrava muita confiança. Era um menino e nos ouvia pouco. Mas, como acertava muito mais do que errava, já passamos a acreditar mais no talento dele".

Outro orgulho de Douglas foi ter defendido a Seleção Brasileira. “Tive a felicidade de ser convocado e de jogar duas Copas América. Foi um grande período da minha vida”, relembra.

O antigo ídolo da Raposa jogou a Copa América de 1983, com Carlos Alberto Parreira, e a de 1987, com Carlos Alberto Silva.

Seu último clube foi a Ponte Preta, em 1995. Entre a saída do Cruzeiro e a ida para Portugal, o ex-volante também teve uma breve passagem pela Portuguesa.

Wiki Sporting
No Sporting de 1991/92, Douglas (assentado, ao centro) jogou com o meia-atacante Careca, o zagueiro Luisinho e o aspirante a craque Luís Figo (no alto, à direita)



VEJA OUTRAS FOTOS DE DOUGLAS NO CRUZEIRO E NO SPORTING DE LISBOA



Jogo histórico:
Final do Campeonato Mineiro de 1984

CRUZEIRO 4x0 ATLÉTICO

Arquivo
Time campeão mineiro em 1984

CRUZEIRO
Ademir Maria; Carlos Alberto, Eugênio, Geraldão e Ademar; Douglas (Luiz Costa), Tostão II e Palhinha (Orlando); Carlinhos, Carlos Alberto Seixas e Joãozinho - Tec: João Francisco

ATLÉTICO
João Leite; Nelinho (Jailton), Fred, Luizinho e Elzo; Vitor, Heleno e Everton; Sérgio Araújo, Reinaldo e Éder - Tec: Procópio Cardoso

Data: 09/12/1984
Estádio: Mineirão
Público: 52.869 pagantes
Árbitro: Édson Alcântara
Gols: Carlinhos (dois), Tostão II e Seixas

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(9) comentário(s)

Autor:

Douglas Cardoso


EU me chamo Douglas em homenagem a este grande jogador. Grande orgulho do Cruzeiro.
Autor:

Maria de Fátima Leite


É um grande prazer saber notícias deste grande jogador e ídolo da torcida celeste. Jogou como poucos e embora tivemos outros craques no time, este foi diferenciado. Felizes somos nós, torcedores azuis, que pudemos vê-lo usando com respeito e competência a camisa estrelada!
Autor:

José Costa


Mariazinha, quando ele ganhou a Copa do Brasil em 93, ganhou o título de uma copa para a qual os GRANDES do Brasil não davam a mínima. Então, não venha com essa de "títulos" importantes!! %u1EBCta memória ruim, hein?? E leia novamente ele falando da hegemonia do Galo na época!!! Sofreu, coitado!!HAHA
Autor:

Euseias pereira


Grande jogador, e jogou no maior de Minas, por isso ganhou titulos importantes, bem diferente de jogadores que jogaram pelo outro time "grande" de BH.
Autor:

Luiz Lopes


Sempre fui fã dele. Um dos maiores volantes que eu vi jogar. Até coloquei no meu filho o seu nome, William Douglas, e ainda usava a camisa 5 no futebol amador. Este era fera. Que saudade!
Autor:

Marcos Ricaldoni


Tive o prazer de vê-lo em campo tanto das arquibancadas do Mineirão como jogar ao seu lado em alguns jogos num time de amigos. Companheirão, profissional, diferenciado e humilde acima de tudo. Grande como craque de futebol e como ser humano. Meu ídolo!
Autor:

José Neto


É por isto que este patético mineiro nunca vai ganhar nada pois todo reporter que trabalha neste jornal (que eu parei de assinar) parece que é obrigado a torcer para o patético , comparar o patético com o Cruzeiro é o mesmo que comparar a sampdoria com a Inter de Milão. Nesta coluna fica claro isto.
Autor:

Gustavo Costa


Craque. Um dos melhores volantes que já vestiram a camisa celeste. Preciso nos desarmes e sabia sair jogando como poucos. Completamente diferente dos Brucutus atuais...
Autor:

Elias Guimaraes Com Comb Lubrif L


Duas palavras sobre Douglas: Craque e ídolo.Que diferença do Douglas e outros dessa turma de mercenários de hj em dia, que chega beijando o escudo e sai sem deixar saudades.O futebol tem que ser revisto. Dentro e fora de campo. Dia a dia perde um pouco mais de sua essência.

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