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Beto 'Bom de Bola' curte aposentadoria e relembra 'dobradinha' de data especial

Roberto Hermont Arantes e sua 'fixação' pelo 19 de dezembro, data em que foi campeão brasileiro pelo Atlético e passou do time dos 'solteiros' para o dos 'casados'

Leandro Mattos - Superesportes

Publicação:

20/12/2011 10:00

 

Atualização:

20/12/2011 10:28

Exatamente um ano depois de sagrar-se campeão brasileiro, Beto 'Bom de Bola' se casou com Norma, também num dia 19 de dezembro: Dom Serafim Fernandes celebrou a união (Arquivo pessoal de Beto Arantes)
Exatamente um ano depois de sagrar-se campeão brasileiro, Beto 'Bom de Bola' se casou com Norma, também num dia 19 de dezembro: Dom Serafim Fernandes celebrou a união

Uma data e dois significados mais do que especiais! O dia 19 de dezembro é marcante para Roberto Hermont Arantes, de 65 anos. Para a torcida do Atlético, o nome pomposo deu lugar a um apelido conquistado com talento dentro dos gramados: Beto ‘Bom de Bola’.

O meia integrou o elenco atleticano na campanha que culminou no título do Campeonato Brasileiro de 1971, diante do Botafogo. Um ano depois da taça, a data, que já tinha lugar privilegiado no coração de Beto, ganhou tom ainda mais importante. Em 1972, exatamente no mesmo dia, ele se casava com Norma, mãe de seus três filhos.

IMAGENS DA CARREIRA DO ANTIGO JOGADOR E DIRIGENTE ALVINEGRO

Nessa segunda-feira, a festa foi dupla na casa do ex-meia do Galo, que atualmente reside em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte: 39 anos de casamento e 40 anos do título de 1971. “O dia 19 de dezembro tem um significado muito importante na minha vida e é uma data muito marcante. Além da conquista do Campeonato Brasileiro pelo Atlético, em 1971, ela marca também o meu casamento, realizado exatamente um ano depois, em 1972. Marquei essa data porque a minha namorada – e atual esposa – trabalhava muito e era uma época mais propícia, no final do ano, além do sentido especial que o dia passou a ter depois daquele título pelo Atlético”

A simbologia da data ainda tem outro ingrediente importante para Beto: é também em 19 de dezembro que sua esposa faz aniversário.

Ao Superesportes, Beto disse que o presente pelas datas chega em maio, com o crescimento da família. “Comemorei 40 anos do título e 39 anos de um casamento muito feliz, que nos deu três filhos e vem aí o primeiro neto, que vai nascer em maio do ano que vem”.

Lembranças do ano alvinegro

Roberto Arantes em 1971, ano mais marcante de toda a história do Atlético (Arquivo EM/D.A Press)
Roberto Arantes em 1971, ano mais marcante de toda a história do Atlético
Depois de 40 anos, Beto ainda se lembra dos detalhes de um time que entrou para a história como o mais importante do clube até hoje. “Eu estava na Venezuela e voltei de um empréstimo para participar daquele momento histórico do Atlético. Formamos um time muito unido, de muita qualidade, que vai ficar pra sempre na memória dos atleticanos. Foi um ano muito bom”, disse Beto, que participou de sete jogos da campanha vitoriosa de 1971.

Antes da consagração com a camisa preta e branca, ele atuou pelos juniores do Atlético entre 1965 e 1966. Depois, como profissional, jogou entre 66 e 68, quando deixou o Brasil para defender o Deportivo Itália, da Venezuela. Após conquistar o Brasileiro, ainda jogou mais três anos pelo Galo. Os títulos de campeão mineiro e venezuelano também fazem parte do currículo. No total, foram 142 jogos e 29 gols pela equipe profissional alvinegra.

O trabalho sob o comando de Telê Santana foi alvo das lembranças de Arantes no bate papo com o Superesportes. “O Telê foi um treinador que deixou uma marca que existe até hoje em todos que trabalharam com ele. Ele era diferente. Sempre pensava nos seus atletas como profissionais, mas sem se esquecer do lado pessoal, da formação do caráter dos jogadores. Todos reconhecem isso”.

Engenheiro e dirigente

Depois de largar as chuteiras, Beto Arantes se dedicou ao setor de telecomunicações. Formado em engenharia civil, trabalhou por vários anos no mesmo lugar. “Trabalhei numa empresa de telecomunicações por 32 anos, antes de me aposentar. Cheguei ao cargo máximo da minha área, que foi o de assessor da diretoria, posto que ocupei por 18 anos consecutivos”, explicou.

No dia 3 de janeiro de 2007, o ‘Bom de Bola’ voltou ao futebol profissional, desta vez como dirigente. Na gestão de Ziza Valadares, ele assumiu o cargo de diretor de futebol e ficou na função por 17 meses, até o dia 19 de maio de 2008.

Beto Arantes foi diretor de futebol do Atlético por 17 meses, na gestão de Ziza (Auremar de Castro/ EM/D.A Press)
Beto Arantes foi diretor de futebol do Atlético por 17 meses, na gestão de Ziza

Foram dias difíceis, de muitas cobranças e turbulências no clube, que terminaram na renúncia de Ziza e de todos os seus vices-presidentes, em setembro de 2008. Mesmo assim, Beto considerou positiva a experiência. “Foi uma experiência muito boa. Já tinha sido jogador profissional do Atlético e o Ziza (Valadares) me convidou para dar um suporte a ele, que também era, como eu, praticamente um iniciante naquele desafio. Acho que nós fizemos um trabalho que considero muito bom na administração e na recuperação do clube. Além disso, no futebol, fomos campeões mineiros e nos classificamos, por dois anos seguidos, para  a Copa Sul-Americana. Cada um vai deixando sua marca no clube e acho que deixei a minha”.

Questionado se voltaria ao futebol profissional, Beto disse que não. “Fiz muitas amizades nessa época, nos contatos com o Clube dos 13, nas viagens. O problema é que, para ser um bom dirigente, tem que haver uma dedicação integral, uma coisa absoluta, e a família acaba ficando de lado. A cobrança é excessiva e vem de um tripé: torcida, imprensa e a própria diretoria.

De uma forma mais amena, o esporte ainda permeia a vida de Arantes, que faz parte da direção de um clube na zona sul de Belo Horizonte. “Depois que fui diretor de futebol no Atlético, fui diretor executivo do Clube Recreativo Mineiro por dois mandatos e atualmente sou presidente do Conselho do clube”.

Esporte no DNA da família


Dois momentos: Beto 'Bom de Bola', em 2011, e em 1968, como atleta profissional do Galo (Marcos Vieira/EM/D.A Press e Arquivo EM/D.A Press)
Dois momentos: Beto 'Bom de Bola', em 2011, e em 1968, como atleta profissional do Galo

Pai de três filhos, Beto conta que os dois filhos homens adoram o esporte e um deles joga profissionalmente numa equipe do Catar. “Os meus dois filhos se interessaram pelo esporte. O Betinho foi da Seleção Brasileira de Futsal, sob o comando do Takão. O Flávio joga futebol profissionalmente. Ele está no Qatar Clube, em Doha, e tem contrato por mais três anos”.

Flávio tem 28 anos e, segundo Beto, as coisas no Brasil não deram muito certo. “Aqui no Brasil ele tentou jogar no Atlético, mas para filho de ex- jogador você já viu como é, né? As cobranças são bem maiores e fica tudo mais difícil”

Além de Betinho e Flávio, Beto tem uma filha, Fernanda, que é psicóloga.

Que venha um 2012 alvinegro

Atento ao clube que defendeu, Beto desejou sucesso ao presidente Alexandre Kalil, reeleito para mais três anos de mandato, na última sexta-feira. “A expectativa é a melhor possível. O Kalil (Alexandre) teve três anos atribulados no Atlético e agora terá mais tempo para realizar um ótimo trabalho. Daqui pra frente, acho que a cobrança será maior, mas acho que ele tem tudo para colocar o Atlético onde ele sempre mereceu estar. Desejo muita felicidade a ele. Vamos torcer para que surjam novos campeões brasileiros pelo clube, para que possamos contar novas histórias e novas glórias”.

O “Por onde anda?” entra em recesso de fim de ano e volta no dia 10 de janeiro. Até lá!

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(4) comentário(s)

Autor:

Claudio Almeida


Tive a honra de jogar com o Beto no time da ART. da Telemig, junto com o Márcio, João Couto e vários outros grandes jogadores e amigos. Boas lembranças de um homem digno e honrado.
Autor:

Luis Eduardo de Lima Baumgratz


É um privilégio ter a amizade do Beto por intermédio do Betinho. Família nota mil ! Norma, Flávio, Fernanda e os "Betos".
Autor:

Clever Pinto Costa


Em tempo: tenho certeza que meu primo Olímpio também partilha desse meu entendimento, pois o Beto é amigo de verdade.
Autor:

Clever Pinto Costa


Esse Beto é gente muito boa. Também parece ter uma família maravilhosa. Fêz jús ao apelido "Beto Bom de Bola", e continua batendo um bolão pela vida afora.

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