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| Hoje, Meio Quilo defende o Brumadinho e tenta conquistar novo título da Copa Itatiaia |
Um nome curioso e uma contratação tão curiosa quanto. De uma maneira peculiar, o armador Meio Quilo faz parte da história do Atlético.
Em janeiro de 2004, a diretoria alvinegra anunciou que Meio Quilo era reforço do clube para a temporada. Aos 21 anos, o meio-campo havia se destacado na Copa Itatiaia, de futebol amador, com a camisa do Canto do Rio, de Brumadinho.
Meio Quilo foi campeão e, como prêmio, ganhou uma oportunidade única, de ser contratado pelo Galo. “Foi uma surpresa muito grande. Eu recebi essa proposta e, jogando no amador, eu não esperava”, conta.
O time do Canto do Rio de 2004 tinha na sua linha de frente outros jogadores de apelidos curiosos, como Zé do Prego e Bochecha. Mas, quem chamou a atenção foi mesmo Meio Quilo.
A negociação foi feita entre as diretorias de Atlético e Canto do Rio. “Primeiro, ligaram para o pessoal do Canto do Rio e depois marcaram uma reunião com o Sérgio Bruno Coelho, que era diretor do Atlético”.
Meio Quilo assinou contrato de um ano e tinha uma missão pela frente: vencer a desconfiança gerada por causa do seu apelido e da sua origem. Mas, no Atlético, as chances foram poucas.
“Eles me emprestaram para o Corinthians, de Alagoas. Fiquei lá três meses. Depois do Estadual, voltei e fiquei só treinando no Atlético”, lembra. As duas únicas chances foram em jogos-treino. “Cheguei a jogar contra o Ipatinga e o Sarzedo”.
O ano de 2004 passou. O Atlético teve uma campanha difícil no Campeonato Brasileiro. Meio Quilo esperou por alguma oportunidade para atuar. Ela não chegou. A aposta do Atlético que veio do futebol amador “entrou para a história” de forma folclórica. Mas o sonho de vingar no mundo profissional do esporte continuou para o jogador.
Depois do Galo...Meio Quilo deixou o Atlético e, nas temporadas 2005 e 2006, ainda tentou a sorte no futebol profissional.
“Fui para Brasília e joguei o Estadual. Defendi também o Democrata, de Sete Lagoas, o Guarani, de Divinópolis. Só que vi que não ia dar muita coisa e voltei para o amador”, recorda.
Aos 24 anos, o meio-campista reencontrou o bom futebol nos campos amadores, com as camisas de Esmeraldas e do Brumadinho Futebol Clube.
Meio Quilo voltou para a sua origem com mais experiência. “A maior diferença é em relação ao preparo físico. No amador, só jogamos uma pelada às vezes. No profissional, é treino todo dia”.
O ex-jogador do Atlético elenca outras diferenças. “No amador, o jogo é muito mais pegado, de muito contato. No profissional, é mais técnica”.
O jogador também se deu bem financeiramente. “Quando você já teve uma passagem pelo profissional, é mais valorizado e pagam melhor no amador”, diz.
Meio Quilo, como LucimarO apelido de Meio Quilo é conhecido não só no meio do futebol. “Em todos os lugares me chamam assim mesmo”, conta. Desde criança, Lucimar Rodrigues é conhecido assim. “Eu era muito franzino e acabei ganhando esse apelido”.
Hoje, Lucimar é mecânico da empresa Vale. Aos 28 anos, ele continua na ativa no futebol amador, pelo Brumadinho. O destaque nos torneios da região metropolitana continua e a briga por títulos também.