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Clássico: Confirmar o título invicto x honrar a camisa

Com ampla vantagem, Cruzeiro quer título invicto; Galo tenta se reerguer

Bruno Furtado - Portal Uai

Rodrigo Fonseca - Portal Uai

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Publicação:

02/05/2009 19:02

 

Atualização:

22/04/2010 10:17

Beto Novaes/EM/D.A Press
Artilheiro Diego Tardelli está confirmado por Emerson Leão no jogo deste domingo

A decisão do Campeonato Mineiro marcada para este domingo, às 16h, no Mineirão, é cercada de suspense ainda que o Cruzeiro tenha aberto larga vantagem sobre o rival com a goleada por 5 a 0 sobre o Atlético no primeiro duelo.

Já declarado como campeão por seus torcedores e até pelo presidente do rival, Alexandre Kalil, o Cruzeiro tem como grande motivação buscar o título invicto, o que já conquistou nove vezes em sua história de 88 anos. Além disso, vencer significará a quebra do recorde de triunfos seguidos no clássico mineiro: oito vezes. A série sem derrota já é de 11 jogos, com dez vitórias celestes e um empate.

Abalado pela derrota acachapante para o Cruzeiro e por um revés de 3 a 0 para o Vitória, em Salvador, pela Copa do Brasil, o Atlético nem fala em reviravolta na decisão do Mineiro. A missão neste domingo é sim vencer o rival e recuperar a confiança para a decisão no torneio nacional na quarta-feira, quando terá a obrigação de golear os baianos para avançar.

Tendo cada um sua ambição, a decisão não será tão sem graça assim.

Festa com outra vitória

Com a vantagem de poder perder até por quatro gols de diferença para levantar a taça, o Cruzeiro se dará ao luxo de poupar titulares na final pensando na partida de quinta-feira, contra o Universidad do Chile, em Santiago, pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores. Adílson Batista relacionou o que tem de melhor para o clássico, mas deve deixar no banco o lateral-direito Jonathan, o volante Marquinhos Paraná e o atacante Kléber. Outras ausências serão o zagueiro Leonardo Silva e o volante Ramires, suspensos.

Essa medida, não confirmada oficialmente, é um sinal de que há na Toca da Raposa II a certeza no título. No entanto, sobra respeito ao Atlético no discurso dos cruzeirenses. Adílson exigiu dos seus comandados a mesma postura do jogo de ida, quando o Cruzeiro se destacou pela garra, pelo futebol coletivo e pela eficiência. “É um jogo importante, um clássico que vale título, nós temos os nossos objetivos na temporada, vamos jogar com a mesma seriedade que encaramos os outros jogos. (...) Nós temos é que ter a seriedade, ter um time organizado, trabalhar pensando em vencer o jogo, ter os devidos cuidados que envolvem uma decisão”, comentou.

Os jogadores levam o jogo a sério, tanto que só falam em terminar o Mineiro com o título invicto. Até aqui, em 16 jogos, o Cruzeiro conseguiu 12 vitórias e quatro empates. O ídolo argentino Sorín, cotado para entrar no segundo tempo, traduz bem o desejo do grupo. “Estamos pertinho de sermos campeões mineiros, seria minha primeira vez como campeão mineiro, estou com muita expectativa também. Não tem que pensar que já ganhou, seria um erro, a gente nunca faz isso. Vamos sair para ganhar o jogo, manter essa invencibilidade e tomara dar mais uma alegria para o nosso povo”.

Honrar a camisa

Jorge Gontijo/EM/D.A Press
Emerson Leão: vitória pela dignidade
Dignidade é a palavra que move o Atlético. Todos reconhecem que o título é quase impossível. Resta então, dar ao torcedor uma resposta positiva para tentar afastar a desconfiança que ficou sobre o elenco. "Vamos ver se podemos, pelo menos, dignificar, ter um pouquinho mais de honra em relação aos adversários", disse o técnico Emerson Leão. Uma reação neste domingo dará também moral ao time para o jogo de quarta-feira contra o Vitória, pela Copa do Brasil, outra complicada missão. O Galo precisa vencer por quatro gols de diferença para avançar. Se vencer por 3 a 0, leva a decisão para os pênaltis.

As goleadas para Cruzeiro e Vitória arranharam a imagem de esperança de dias melhores que a equipe vinha construindo na temporada. "Há cinco dias atrás, maravilha. Cinco dias após, grande problema. É verdade, ele existiu? Existiu. Então compete a nós, que temos a felicidade de estarmos toda hora dentro do campo, mudar aquilo que nós mesmos provocamos. Quanto mais ajudar, melhor. Quanto menos atrapalhar, melhor ainda. Então nós temos que, eu não diria recomeçar, mas fazermos ajustes dentro de uma simplicidade, porque nós temos capacidade para isso", ressaltou o treinador.

Com problemas para escalar o time contra o Cruzeiro (os zagueiros Leandro Almeida e Werley e o volante Renan estão suspensos; o meia Lopes reclamou dores musculares; e o lateral-direito Elder Granja e o atacante Alessandro não foram inscritos pelo clube no Estadual), Leão, ao contrário de Adílson Batista, manda a campo o que tem de melhor. "Ele é um privilegiado que pode poupar. Eu não posso poupar ninguém. O Adilson entende de futebol porque foi um ex-atleta, é um grande treinador e faz aquilo que é melhor para o grupo dele, para o torcedor dele. E nós fazemos aquilo que podemos". A grande novidade no Atlético é a estreia do volante Fabiano, agora com a situação regularizada. (UAI)

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO
x
CRUZEIRO
Escalações
Juninho; Marcos Rocha, Marcos, Welton Felipe e Júnior; Rafael Miranda, Carlos Alberto, Márcio Araújo e Fabiano; Éder Luís e Diego Tardelli
Fábio; Jancarlos, Leo Fortunato, Gustavo e Gérson Magrão; Henrique, Fabrício, Elicarlos e Wagner; Wellington Paulista (Wanderley) e Soares
Técnicos
Emerson Leão
Adílson Batista
Data e horário: Domingo, dia 3 de maio, às 16h
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS- Fifa)
Auxiliares:
Carlos Berkenbrock (SC) e Katiuscia Mendonça (ES)
Motivo: Jogo de volta da decisão do Campeonato Mineiro

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