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Giacomini explica formação do Atlético, sai satisfeito com estratégia e lamenta falta de êxito

Galo não conseguiu furar a marcação gremista e acabou sem o desejado bi

postado em 08/12/2016 00:51 / atualizado em 08/12/2016 01:17

Bruno Cantini/Atlético

O Atlético não conseguiu reverter a grande vantagem do Grêmio na final da Copa do Brasil. O empate por 1 a 1 em Porto Alegre deixa o Galo sem taças oficiais em 2016. O time alvinegro tentou e lutou bastante na segunda partida, mas não conseguiu furar a defesa do time gaúcho e fazer os gols necessários para conquistar o título.

No primeiro tempo, o Atlético dominou o jogo em termos de posse de bola e finalização. No entanto, o goleiro Marcelo Grohe não passou sustos. A equipe escalada pelo interino Diogo Giacomini entrou em campo com três volantes e três atacantes. No entanto, Robinho e Luan fizeram a função de meias. O comandante explicou a tentativa de dar confiança aos atletas para buscar a improvável virada.

“Nossa estratégia foi interessante. Era importante a gente iniciar o jogo dando confiança para os jogadores, a gente não podia repetir uma atuação como a do primeiro jogo. Entramos com o meio-campo mais forte, mais consistente. Deu certo, finalizamos mais no primeiro tempo, tivemos 66% de posse de bola. Mas, para uma equipe que precisava reverter o placar e fazer dois gols de diferença, a gente tinha que arriscar mais no segundo tempo. Falei para os atletas no intervalo que era previsto que a equipe do Grêmio tivesse mais espaço para atacar no segundo tempo. A gente tentou arriscar, coloquei mais jogadores de frente. Infelizmente não foi o suficiente para a gente sair com o resultado”, disse.

No intervalo, Giacomini tentou mudar o panorama da partida, colocando Maicosuel no lugar de Júnior Urso. A intenção era ter jogadores nos dois lados do campo para fazer a bola rodar até achar espaços para criar situações de gol.

“Jogamos no primeiro tempo num sistema um pouco diferente do que estávamos acostumados a jogar. Jogamos com três volantes, com Robinho e Luan pelo centro, como meias. A ideia de jogo era para eles preencher o lado de dentro, para o Grêmio não ter tanto espaço. Assim, a gente sairia com os laterais. Mas o Júnior Urso com o Luan, pela direita, e o Robinho e o Donizete pela esquerda, acabaram ocupando o mesmo espaço. A gente estava sem jogador para fazer a bola rodar. O jogo afunilou por dentro e a bola não rodou pelos lados para fazer a bola chegar com qualidade. A entrada do Maicosuel era para dar amplitude para o time, com ele de um lado e o Luan do outro. Queríamos achar um passe em diagonal para quebrar a defesa do Grêmio”.

Giacomini não conseguiu conquistar o título, mas saiu da Arena do Grêmio satisfeito com a atuação do Atlético. O treinador traçou uma estratégia que foi seguida à risca pelos jogadores. No entanto, a falta de êxito culminou com o vice-campeonato do Galo na Copa do Brasil.

“Trabalhei de tudo para ser campeão. Lamento muito a gente não ter conquistado o título. A vantagem era muito boa. O Grêmio jogou com o regulamento. É difícil jogar contra a equipe que joga com dez atrás do meio-campo. É difícil trabalhar a bola, triangular, achar um passe entre as linhas. Saio satisfeito porque minha estratégia contra o Grêmio deu certo, de igualar forças com o Grêmio, fazer um jogo competitivo. O objetivo foi conquistado. Mas lamento que a gente não teve êxito para fazer o gol primeiro para buscar o título”, concluiu.



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