Com o que tem de melhor, exceto Gilberto, ausente por ter de cumprir o segundo jogo de suspensão, por ter sido expulso na derrota por 2 a 0 para o Vélez Sarsfield, o Cruzeiro enfrenta hoje, às 21h15, o Deportivo Itália, da Venezuela, no Estádio Olímpico de Caracas, pela terceira rodada do Grupo 7 da Copa Libertadores. É apontado como favorito, pela melhor qualidade técnica, campanha (vice-líder, com três pontos, mesma pontuação do Colo Colo, superando os chilenos no saldo de gols) e longo histórico de invencibilidade. Em 43 anos, jamais perdeu um jogo para equipes venezuelanas na competição continental. São nove vitórias e um empate.
A confiança celeste de que vai conseguir um resultado positivo aumenta devido ao retorno do atacante Kléber, que, com uma contratura muscular, não participou dos três últimos jogos, e às plenas condições físicas dos 18 jogadores relacionados. Eles não apresentam qualquer desgaste, mesmo com o time tendo jogado domingo em Juiz de Fora (perdeu para o Tupi por 3 a 2 pelo Campeonato Mineiro) e viajado imediatamente para a Venezuela.
Será o 13º jogo da temporada e o grupo sabe muito bem o que será o duelo com os venezuelanos. O Cruzeiro não abre mão de chegar ao primeiro lugar do grupo. Terá grandes chances, pois vai disputar dois jogos seguidos contra o Deportivo (o outro será dia 24, no Mineirão) e com mais seis pontos poderá superar o atual líder, Vélez. O confronto entre eles, em 31 de março, no Mineirão, praticamente, definirá quem vai passar para a outra fase como o melhor do grupo.
Nem o desespero do Deportivo Itália, sem vitórias na Libertadores, é motivo para maiores preocupações. Os jogadores lembram de dois fatos importantes para mostrar que o Cruzeiro será um time mais do que compromissado com os três pontos: não terá mais de enfrentar a altitude de Potosí, na Bolívia, de quase 4 mil metros acima do nível do mar, o que atrapalha a produção de todos os jogadores, devido as dificuldades para respirar; e todos estão atentos para o jogo violento e os erros do árbitro, para evitar o que ocorreu em Buenos Aires, na derrota para o Vélez: no início do primeiro tempo, Gilberto e Gil já estavam expulsos.
O lateral Jonathan pede atenção: “Vamos enfrentar um adversário que não conhecemos e que ainda não somou pontos. Com certeza, quer sair dessa situação incômoda. Talvez, eles tenham o pensamento de atacar. Mas acredito que estamos preparados e vamos fazer um grande jogo, apesar das condições ruins do gramado”.
O volante Henrique afirmou que realmente há muitas irregularidade no campo. Roger, especialista no toque de bola, deve ser o que enfrentará maiores problemas. Mas o armador é sempre objetivo: “Jogador de futebol não foi preparado para se apresentar apenas em tapetes”.
Por esse motivo, Adílson preparou dois esquemas: se realmente for um jogo com poucas chances para trabalhar melhor a bola, ele pode escalar três zagueiros e liberar os dois laterais. Ou então apostar no tradicional 4-4-2, que para ele é o melhor esquema. “Só mudo quando não tem condições.”
Se jogar com três zagueiros, terá Thiago Heleno, Gil e Leonardo Silva. Se for no 4-4-2, Gil mais uma vez deve ser mantido, mesmo Thiago Heleno tendo começado o último treino como titular. No meio-campo, é certa a presença de Pedro Ken, no lugar do machucado Elicarlos, ficando Fabinho no banco. A opção do técnico pelo ex-jogador do Coritiba é clara. Em 11 dos 12 jogos da temporada, ele esteve em ação. Já fez gols e é obediente taticamente, o que agrada ao técnico.
MOTIVADOS PARA O CLÁSSICO A delegação retorna amanhã ao Brasil, mas os jogadores vão estar apenas no sábado, às 15h30 na Toca para a única preparação visando ao clássico com o América. O armador Gilberto e o atacante Wellington Paulista, este recuperado de uma pancada que levou no tornozelo direito contra o Ituiutaba, treinam na Toca e garantem que estão motivados para mais um clássico.
