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Cruzeiro só empata em Caracas com atuação ruim

Time mineiro esteve pouco inspirado na Venezuela

Bruno Furtado - Portal Uai

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Publicação:

11/03/2010 21:23

 

Atualização:

22/04/2010 10:10

AFP PHOTO/Juan BARRETO
Kléber marcou os dois gols do Cruzeiro no empate com o Deportivo Itália, na Venezuela

O Cruzeiro teve que se contentar com um empate por 2 a 2 com o Deportivo Itália nesta quinta-feira à noite, em Caracas, pela terceira rodada do Grupo 7 da Copa Libertadores. O resultado manteve o clube na segunda posição, com quatro pontos, e dá ao Vélez Sársfield (ARG) a chance de disparar caso vença o Colo Colo (CHI), no dia 16. Os argentinos seguem líderes, com seis.

A equipe mineira jogou aquém de suas possibilidades e pecou muito na defesa. O Cruzeiro saiu em desvantagem, virou com gols de Kléber e depois cedeu o empate. Blanco e McIntosh fizeram para o Deportivo.

Kléber e Lobo foram expulsos no final do jogo, em lances diferentes. Ambos estão fora da partida do dia 24, no Mineirão, na abertura do returno.

Cruzeiro demora a entrar no jogo

O Cruzeiro teve um início de partida muito aquém da expectativa, sofreu pressão e acabou levando o gol logo aos 11 minutos, em conclusão de Blanco. O atacante recebeu lançamento na área e tocou na saída de Fábio: 1 a 0. Àquela altura, o Deportivo controlava as ações, era ousado e se aproveitava da lentidão e da desorganização dos mineiros para se aproximar com facilidade da área.

A reação cruzeirense foi lenta e começou a partir dos 20 minutos. O time melhorou a saída de bola, os jogadores se aproximaram uns dos outros e as jogadas começaram a fluir, principalmente pelo lado direito, com Thiago Ribeiro. Apesar disso, o gol só saiu após cobrança de escanteio de Roger, aos 26. O goleiro Liebeskind saiu mal, a zaga rebateu e Kléber aproveitou a sobra para empatar: 1 a 1.

AFP PHOTO/Juan BARRETO
Blanco (e) marcou o primeiro gol do Deportivo Itália

Daí em diante, o panorama se inverteu. O Cruzeiro teve maior volume, foi agressivo e esteve mais presente na área do Deportivo, que só ameaçou em chutes de longe e nos contra-golpes.

Em muitos lances, a saída em massa dos volantes cruzeirenses expôs a defesa. A marcação foi corrigida nos minutos finais, graças à colaboração mais efetiva de meio-campistas e atacantes.

Em resumo, o Deportivo Itália teve quatro chances de marcar. Fábio fez a sua melhor defesa aos três minutos, em chute à queima-roupa. O Cruzeiro teve sete oportunidades. A mais clara delas ocorreu aos cinco, quando o goleiro rebateu chute de Henrique e Kléber quase fez de cabeça na sobra. Dessa vez, Liebeskind pegou firme.

Virada, igualdade e sufoco

Os times voltaram a campo com as mesmas formações. No Cruzeiro, seguidos erros de marcação, principalmente pelo lado esquerdo, tornavam a partida perigosa. Logo no primeiro minuto, Marquinhos Paraná cortou um passe na área que resultaria em gol venezuelano.

Se defensivamente o Cruzeiro preocupava, no ataque o time manteve o ritmo do fim do primeiro tempo. Aos três, Roger cobrou falta e Kléber acertou a trave. Um eventual gol não valeria, uma vez que o atacante cruzeirense cometeu falta de ataque na área.

Mas o gol da virada saiu aos cinco, em contra-golpe. Diego Renan invadiu a área e Liebeskind rebateu. Na sobra, Kléber tocou no canto esquerdo e colocou o Cruzeiro à frente no placar: 2 a 1.

Após o gol, o Deportivo Itália foi todo para o ataque, tirou proveito da fragilidade do lado esquerdo da defesa cruzeirense e criou várias vezes com muito perigo. Adílson Batista chegou a trocar o lateral Diego Renan pelo zagueiro Gil para reforçar a marcação. Mas não adiantou. Aos 20, McIntosh aproveitou cruzamento da direita e concluiu sozinho na pequena área, atrás dos zagueiros: 2 a 2.

O Deportivo Itália seguiu melhor no jogo após o gol de empate e Adílson resolveu apostar suas fichas na troca de Roger por Eliandro. Ainda assim, os donos da casa seguiam mais próximos da vitória.

O Cruzeiro só voltou a incomodar aos 35, em chute de Pedro Ken.

A missão cruzeirense de buscar a vitória ficou mais difícil a partir dos 40 minutos, quando Kléber recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Mais uma vez, o Gladiador foi do céu ao inferno.

Já aos 43 minutos, Lobo foi expulso ao atingir Henrique com um soco. O detalhe é que o jogador tinha acabado de substituir Diez.

Nos minutos finais, Adílson trocou Thiago Ribeiro por Bernardo na expectativa de ver a vitória do Cruzeiro, o que não ocorreu. (UAI)

Veja a classificação e os próximos jogos do Grupo 7

FICHA TÉCNICA
DEP. ITALIA
2 x 2
CRUZEIRO
Escalações
Liebeskind; McIntosh, Maidana, Javier Lopez, Daniel Diez (Lobo); Alain Giroletti, Morales; Diomaf Diaz (Félix Cásseres), Urdaneta; Blanco e Panigutti (Christian Cásseres)
Fábio; Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva e Diego Renan (Gil); Henrique, Pedro Ken, Marquinhos Paraná e Roger (Eliandro); Kléber (expulso) e Thiago Ribeiro (Bernardo)
Técnicos
Eduardo Saragó
Adílson Batista
Gols
Blanco, 11min 1ºT
McIntosh, 20min 2ºT
Kléber, 26min 1ºT
Kléber, 5min 2ºT
Cartões amarelos
Giroletti
McIntosh
Morales
Kléber
Leonardo Silva
Henrique
Thiago Ribeiro
Cartões vermelhos
Lobo
Kléber
Local: Estádio Olímpico, em Caracas (Venezuela)
Data e Horário: Dia 11, quinta-feira, às 21h15 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Vera (Equador)
Auxiliares: Carlos Herrera (Equador) e Christian Lescano (Equador)
Motivo: 3ª rodada do Grupo 7 da Copa Libertadores


Acompanhe o Cruzeiro na Libretadores 2010

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