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Coração a toda

Sob clima de ansiedade na despedida de Atibaia, Cruzeiro exalta a chance de fortalecer a união do grupo e reforçar o lado emocional para a partida decisiva contra o Atlético

Gilmar Laignier - Superesportes

Publicação:

03/12/2011 07:00

Na despedida do Cruzeiro da estância paulista em que se isolou para o clássico de amanhã contra o Atlético, o volante Fabrício parece ter sintetizado o sentimento do grupo diante do desafio de salvar o time da ameaça de rebaixamento: “Agora é coração, alma, tem que pôr tudo para fora neste último jogo”. Se ele procurava exaltar a esperança, sobrava também ansiedade. E tensão, muita tensão. Algo que tanto jogadores quanto membros da comissão técnica não conseguiam esconder, ainda que tenham feito um balanço positivo da passagem por Atibaia, onde desembarcaram na terça-feira.

O objetivo celeste, ao se distanciar de Belo Horizonte, era buscar tranquilidade e poder de superação nesse momento decisivo. Do ponto de vista prático, trabalhou-se pouco: houve somente duas atividades em campo, ambas secretas, no hotel de luxo onde a delegação esteve hospedada. Sem desqualificar a opção pela troca da Toca da Raposa pelo interior de São Paulo, o mesmo Fabrício, um dos líderes dos atletas, tratou de desmistificar a capacidade de uma saída mágica ao se fazer escolhas desse tipo. Na saída, compenetrado, conversou rapidamente com a imprensa e admitiu que não houve muitas novidades nos trabalhos. “Valeu pela concentração. Última semana não tem muito o que fazer, é mais recuperar a força mesmo e fazer o tático. Nós fizemos.”

Internamente, não há dúvida de que o clássico de amanhã é o mais importante dos 90 anos de história do Cruzeiro. E as expressões em Atibaia eram a prova disso. O técnico Vágner Mancini esteve durante toda a atividade com o semblante tenso. Ele foi o último a deixar o campo e subir para as dependências do hotel, sozinho. O diretor de futebol Dimas Fonseca e o supervisor Benecy Queiroz conversaram à beira do gramado, isoladamente, por um longo tempo, depois do término da preparação.

UNIÃO Para a delegação cruzeirense, a maior vantagem da concentração foi a calma do lugar, a despeito da provocação de um torcedor corintiano no primeiro dia, e a aglutinação dos jogadores. Segundo Mancini, o fato de passar tantos dias com os atletas fez com que os laços de união se estreitassem. “A semana foi excelente, atingimos aquilo que queríamos. De maneira alguma deixamos de fazer a sequência do trabalho, que não foi só no campo, mas também na parte psicológica”, avaliou o treinador.

Sobre a escalação, Mancini alimenta mistério que só será desfeito momentos antes da partida. Ontem ele comandou um treino tático novamente fechado à imprensa. Quando os jornalistas tiveram acesso ao campo, a formação do time era de três atacantes. Somente os 10 minutos finais do coletivo puderam ser acompanhados. A dúvida está no setor defensivo. Éverton pode ser o titular na lateral esquerda, com Diego Renan ou o zagueiro Leo deslocado para a direita, mantendo-se Diego na posição original.

O Cruzeiro estará salvo da queda para a Segunda Divisão se vencer. Do contrário, terá que torcer para tropeços do Ceará diante do Bahia, em Salvador, e do Atlético-PR contra o Coritiba.

 

E mais...

 

Naldo liberado
Além de Fábio, Marquinhos Paraná e Montillo, o Cruzeiro correu o risco de perder o zagueiro Naldo para o clássico. Julgado ontem pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), ele foi punido com duas partidas de afastamento pelo cartão vermelho contra o Avaí, mas um pedido de efeito suspensivo foi acatado pelo órgão poucas horas depois da condenação.

 

Incentivo em SP
Uma torcedora cruzeirense, hóspede do hotel onde o clube estava, acompanhou a última atividade celeste. A médica Sônia Auade levou incentivo aos jogadores e arriscou o placar de amanhã. “Meu palpite para domingo é 2 a 1. Como o Montillo não jogará, aposto em Wellington Paulista e Roger para marcar os gols”, previu a médica, que tirou fotos com os atletas.

 

Efeito positivo
Se a passagem por Atibaia tinha como objetivo a união, os imprevistos fizeram o grupo se concentrar mais. Na quinta-feira, o treino foi cancelado por causa de uma tempestade e Mancini aproveitou para conversar com os atletas. Um dia antes, a provocação de um corintiano teve reação apimentada entre os jogadores, numa demonstração de como encaram a reta final.

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