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Três fantasmas para Mancini

Irregularidade no Campeonato Brasileiro e estreia com derrota no Mineiro põem em xeque a permanência do técnico no Cruzeiro. Levir Culpi, Adílson e Luxemburgo estão disponíveis

postado em 07/02/2012 07:00

O Cruzeiro começa hoje, com treinamento em tempo integral, a semana do Tupi, adversário de domingo, às 17h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro. Está bem consciente do que lhe reserva: vencedor, alivia um pouco a pressão pela estreia do Estadual, na derrota por 1 a 0 para o Guarani, ainda com reflexos da quase tragédia do ano passado, quando se salvou do rebaixamento na última rodada do Campeonato Brasileiro. Em caso de derrota, mesmo que para muitos seja uma decisão precipitada, a cabeça do técnico Vágner Mancini será colocada a prêmio. Há três treinadores de plantão, todos com ligações fortes no clube, por onde passaram e deixaram boas lembranças: Adílson Batista, Vanderlei Luxemburgo e Levir Culpi. Será provável o retorno de um deles.

Adílson foi o técnico do Cruzeiro de 2008 a junho de 2010, quando foi dispensado depois do empate por 0 a 0 com o Santos, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Com ele, o time chegou a jogar com eficiência. Em todos os anos conseguiu a classificação para a Copa Libertadores, na qual foi vice-campeão em 2009, perdendo o título para o Estudiantes, da Argentina, no Mineirão. Depois, dirigiu sem sucesso o Corinthians, Santos, Atlético-PR e São Paulo. Seguiu fielmente a orientação dos amigos ao deixar o Morumbi: descansar, rever alguns dogmas e só voltar ao futebol num prazo de três ou quatro meses, se possível, no exterior.

Levir Culpi é outro nome querido. Tanto que foi o técnico já por três vezes: 1996, 98/99 e 2005. Não conseguiu bons resultados na última passagem, mas na avaliação de dois dos dirigentes é o nome ideal para dar uma nova dinâmica ao futebol celeste, lembrando que em 1996 o Cruzeiro não tinha um time com grandes expressões e ele conseguiu conquistar a Copa do Brasil com todos os méritos, derrubando o todo-poderoso Palmeiras, na época dirigido por Vanderlei Luxemburgo. Também é destacada a campanha de 1998, quando chegou ao vice-campeonato do Brasileiro, perdendo o título para o Corinthians.

Já Vanderlei Luxemburgo viveu uma relação de amor e ódio com o Cruzeiro a partir de 2002. No ano seguinte, alcançou aquela que é considerada uma das maiores marcas do clube: a tríplice coroa, com o Mineiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Mas começou mal a temporada 2004 e foi dispensado em meio a um atrito com os dirigentes, que não aceitavam sua interferência na administração. O então presidente Alvimar Oliveira Costa não o perdoou. Por quase oito anos, seu nome foi proibido na Toca. Agora representa sorrisos. Não tem nenhuma restrição e é apontado como nome capaz de devolver ao Cruzeiro a grandeza de seus melhores momentos em campo.

Com Mancini o retrospecto não é nada animador: seis derrotas, cinco empates e quatro vitórias, incluindo os amistosos com América e Mamoré em 2012. O técnico assume toda a responsabilidade pelo que está acontecendo e garante que, com treinamentos, vai conseguir o que deseja: um futebol eficiente para disputar os títulos. Depois da derrota para o Guarani (desde 2004 – 1 a 0 para o Valério – o time não perdia na estreia do Estadual), ele foi para Ribeirão Preto (SP) descansar e fugir das pressões dos torcedores. Promete mudanças: uma delas poderá ser Marcos, na lateral direita, saindo Diego Renan, instável diante do Bugre e muito vaiado pela torcida.