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Especial - Mineiro 2012

Boa encara missão de reconstruir o time e manter grande fase no Mineiro

Do time que foi bem na Série B de 2011, apenas seis jogadores permaneceram

postado em 20/01/2012 08:30 / atualizado em 20/01/2012 14:33

Arquivo/EM/D.A. Press

O Boa terminou a segunda divisão do Campeonato Brasileiro do ano passado em sétimo lugar e chegou a flertar com a subida para a Série A. Os protagonistas da campanha positiva despertaram o interesse de outras equipes do país e o clube de Varginha teve que se reconstruir para a nova temporada.

“Ficamos com uma base de somente seis atletas. Estamos fazendo uma renovação total para trabalhar com um grupo de 29. Estamos apostando nessa filosofia de novos jogadores que não tiveram oportunidade em outros centros”, afirma ao Superesportes o presidente Rone Moraes.

“Alguns jogadores tinham contrato até o final da Série B. Outros preferiram buscar novos objetivos na carreira. Mas conseguimos ficar com jogadores interessantes, como Claudinei, Olívio e Marcel”, completa.

Quem também deixou o clube foi o técnico Nedo Xavier, que assumiu o Fortaleza. A missão de manter a ascensão da equipe Boveta ficou com Sidney Gomes, que foi auxiliar do clube em 2011 e responsável pelo comando na Taça Minas Gerais.

“Cada um tem o seu trabalho. Nós trabalhamos juntos e trocávamos muitas idéias. Claro que ele tem uma filosofia e eu vejo uma ou outra coisa diferentemente. Aos pouquinhos, estamos formatando um trabalho do zero. A equipe não é a mesma do ano passado. Ficaram poucos jogadores e chegaram novos”, afirma o sucessor de Nedo.

Sidney Gomes espera se dar bem com um Boa renovado, mas pede paciência para que o trabalho seja avaliado.

“É muito cedo ainda para fazer uma avaliação da equipe. O torcedor tem que ter noção que no início não vai ser competitiva e certinha como a da Série B, que já jogava junta, era sólida, todos já se conheciam e se identificavam. Isso nós vamos pegar com o tempo. Não adianta começar o Mineiro achando que estava entrosada como na Série B”, ressalta.

“São seis jogadores que ficaram do ano passado. Só dois eram titulares. O torcedor tem que esperar e ver que a equipe que está se entrosando. Acho que vamos chegar lá, daqui a pouco”, complementa.

Dos reforços, os destaques foram o goleiro Gledson, ex-Náutico, o volante Radamés, ex-Volta Redonda, e os atacantes Jajá e Pedro Paulo, que já atuaram por Cruzeiro e Atlético.

Apesar do momento de transição do Boa, a expectativa é de que os frutos já sejam colhidos na disputa do Estadual. “Temos uma filosofia de trabalho. Primeiro, vamos buscar uma boa campanha. Em todas as competições que entramos, estamos chegando. Primeiramente, a ambição é fazer uma boa campanha e ficar entre as quatro equipes e depois vamos buscar outros objetivos”.

Humildade para esquecer o passado

Na teoria, o Boa é atualmente a melhor equipe do interior mineiro. Para manter este status, entretanto, é preciso manter o bom trabalho e não viver apenas das campanhas do passado.

“Aquela campanha que fizemos no ano passado, temos que esquecer. No futebol, tudo que se faz no passado, tem que ser esquecido”, avalia Rone Moraes.

“Eu acho que a equipe do Boa se firmou no mercado da Série B e entra mais respeitada, pelo o que fez no ano passado. Mas isso não ganha jogo. Conseguimos e foi feito. Não adianta achar que porque o Boa é da Série B, que vai ficar entre os quatro. Vamos entrar com humildade, para montar uma equipe novamente. Se der liga, podemos ser competitivos. Vamos respeitar os grandes e as equipes do interior, que são muito boas”, afirma o treinador boveta.

REUTERS
O “caso Felipe Caicedo”

Durante a pré-temporada, foi cogitada a contratação do ataque Felipe Caicedo, da Seleção do Equador. Atualmente, ele defende o Lokomotiv Moscou, da Rússia. No entanto, a verdadeira tentativa do Boa foi um pouco menos audaciosa.

O presidente Rone Moraes explica. “A verdade é que estávamos negociando com um Caicedo, mas não era o Felipe. Era outro do Equador. O que aconteceu é estávamos praticamente fechados, mas o empresário e o atleta exigiram algumas coisas que não estavam dentro daquilo que estavam sendo tratadas e achamos melhor não trazer”, disse.