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COLUNA DO JAECI

Cruzeiro e Galo vencem. Seleção dá vexame. Silva é ajudado

Ou há uma revolução no futebol brasileiro e os dirigentes investem de verdade nas divisões de base ou vamos continuar a dar vexame

postado em 13/02/2017 12:00 / atualizado em 13/02/2017 09:16

Um sábado azul para o torcedor do Cruzeiro: 4 a 0, em cima do Tupi, com folga. Claro que a diferença de uma equipe para a outra é abissal em números, em jogadores de nível, em estrutura, em receita. Não há comparação. Por isso, sempre digo que só posso avaliar uma equipe em começo de temporada depois que ela fizer 10 jogos contra alguém do seu porte, do seu tamanho. Mas existe também o lado em que, mesmo atuando contra um time inferior, é possível perceber o esquema de jogo do treinador, a disposição dos jogadores, a qualidade. É nítido que o Cruzeiro desta temporada é bem diferente do de 2016. A qualidade do grupo cresceu, os jogadores estão mais bem treinados e mais bem orientados, e o entrosamento vai acontecendo. Vejo Sobis em seu melhor momento, De Arrascaeta crescendo, Robinho dando o equilíbrio no meio, Henrique jogando muita bola. Até mesmo nas laterais houve evolução. Continuo acreditando que o Cruzeiro dará alegrias ao seu torcedor, mesmo porque as equipes do seu tamanho não estão lá essas coisas. Vejo Palmeiras, Santos, Atlético Mineiro, Flamengo e Cruzeiro como as melhores equipes do país. O resto vai participar das competições e fazer graça.

No Independência, o Galo enfrentou o Uberlândia. Elias, que fez sua estreia na quinta-feira diante do Joinville e saiu aplaudido pela Massa, vai ajeitar o meio-campo. Joga muito. Sabe marcar sem fazer faltas e chega ao ataque com facilidade. Volante moderno mesmo. Acho que foi a grande aquisição do Galo nos últimos tempos. Robinho está fazendo falta, mas, assim como com o Tupi, não posso exigir do Uberlândia mais do que fez. Não é do tamanho do Atlético, não tem sua força, sua estrutura. Mas resistiu até os 31 minutos do segundo tempo, quando sofreu o primeiro gol. Depois, levou mais dois e acabou goleado. Danilo, Rafael Moura e Fred marcaram. Foi uma vitória contra um adversário fraco. Mas o que interessa é dizer nesta segunda-feira que o Galo vai se arrumando e se ajeitando. Reafirmo o que escrevi acima: é bom ver o Galo atuar bem, Roger montar o time ao seu gosto, mas a resposta tem de ser dada na Libertadores, principal objetivo desta temporada. Não vai adiantar ganhar o Mineiro e ser eliminado na principal competição sul-americana. O torcedor, muito bem acostumado desde a era Kalil, anseia por títulos também na gestão Nepomuceno. E, cá pra nós, o dirigente não tem medido esforços para montar um grupo forte, em condições de levantar canecos. Só não adianta teoria e papel. Na prática, o torcedor quer ver é o time jogando bem e a bola na rede.


Vexame
AFP

A Seleção Brasileira Sub-20 deu vexame no Sul-Americano e está fora do Mundial. Há tempos venho “implorando” para que os dirigentes cuidem das divisões de base, mas eles não dão ouvidos.  Formam jogadores sem a menor condição, os põem no mercado e os empresários se encarregam de entregar a “mercadoria” em outras bandas, ganhando dinheiro, que, segundo alguns, muitas vezes é dividido com o dirigente em contas no exterior e ninguém diz nada, ninguém reclama. O resultado é esse vexame do time de Rogério Micale, que, na verdade, não tem tanta culpa, pois o material humano entregue a ele é da pior qualidade. Ou há uma revolução no futebol brasileiro e os dirigentes investem de verdade nas divisões de base, pondo gente capaz para geri-la, ou vamos continuar a dar vexame. Foi muito legal ganharmos o ouro olímpico, mas vale lembrar que enfrentamos uma Alemanha com jogadores com idade até 23 anos, de verdade. Levamos três bolas na trave, passamos sufoco, mas a história conta que ganhamos nas penalidades o único título que nos faltava. Nos iludimos mais uma vez e o resultado veio agora, com esse vexame da Sub-20. Vamos acordar, dirigentes.


Anderson Silva
De volta ao octógono, o maior lutador que o UFC já viu não é mais o mesmo. Até foi declarado vencedor da luta contra Brunson, mas quem assistiu ao confronto percebeu que o brasileiro foi nitidamente ajudado pelos juízes. A idade, 41 anos, pesa e acho que ele deveria parar por cima. Vai acabar se tornando sparring para os jovens lutadores, mais ágeis, mais velozes, com golpes certeiros. Todo atleta deve saber a hora de parar e de se aposentar. Acho que Anderson Silva está perdendo o timing e vai acabar caindo no ridículo se insistir em continuar.

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