Bob Faria: 'Séries de Atlético e Cruzeiro abertas na Copa do Brasil' (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DAPress)


Obviamente os confrontos não estão definidos. Nem pela vitória do Atlético sobre o Flamengo, nem pela derrota do Cruzeiro para o Fluminense. Copa do Brasil tem outra dinâmica, e jogos com placares apertados como foram (2 a 1) não garantem nada. Porém há que se falar das particularidades dos dois jogos.




O Atlético enfrentou um Flamengo muito intenso, empurrando o Galo contra as cordas durante quase todo o jogo. Mas os dois golpes do Hulk (no gol e na assistência) foram tão certeiros que o que era intensidade do time carioca, virou tensão. E o Galo soube administrar apesar do gol sofrido. 

O retrato disso foram as declarações na saída de campo. Ouvimos um Hulk extremamente tranquilo, e um Gabriel completamente descompensado, falando em inferno no Rio. Justamente ele que não jogou nada, foi engolido pela defesa atleticana.

Já o Cruzeiro enfrentou um time que é tecnicamente superior. Isso é fato. No um contra um, posição por posição, o Fluminense leva a melhor. Porém, no futebol, nem sempre o resultado é igual à soma das partes, e uma coisa que o Cruzeiro tem conseguido fazer é superar suas limitações. 




Claro que houve falhas de marcação nos dois gols do Fluminense, e na minha interpretação também um equívoco na escalação. O time precisaria de um jogador mais rápido para puxar o contra-ataque, se a ideia era aceitar a pressão que é característica do Fluminense. 

Rodolfo não era esse jogador. Mas claro que o treinador deve ter tido os motivos dele para a escolha. Não deu certo. E a coisa ficou pior depois da expulsão do seu lateral. A partir daí, durante todo o segundo tempo, o Cruzeiro precisou ser mais do que a soma de suas individualidades para conseguir manter um placar totalmente reversível no jogo da volta.