Torcida protesta na sede do Atlético contra presidente, Alexandre Gallo, Conselho e time
Técnico interino Thiago Larghi foi o único poupado pelos manifestantes
Por Túlio Kaizer
05/06/2018 18:58
- Atualizado em: 07/06/2018 13:42
Presidente Sérgio Sette Câmara e diretor de futebol Alexandre Gallo foram os principais alvos (Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press)
Cerca de 50 torcedores do Atlético, a maioria integrantes da organizada GDR Alvinegra, protestaram nesta terça-feira, em frente à sede do clube, no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte, contra o presidente Sérgio Sette Câmara, o diretor de futebol Alexandre Gallo, o Conselho Deliberativo e alguns jogadores, especialmente o volante Elias e os meias Cazares e Luan. A manifestação teve como motivação as eliminações prematuras nas Copas Sul-Americana e do Brasil e a queda de rendimento recente no Campeonato Brasileiro. O time chegou a liderar a competição na sexta rodada, após superar o rival Cruzeiro, mas ocupa atualmente o 10º lugar. Já são três partidas sem vencer, com duas derrotas e um empate.
Torcedores pediram chegada de reforços com urgência para time ainda brigar pelo título brasileiro (Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press)
Organizado pela internet, o protesto chegou a ter adesão de outras torcidas do Atlético, mas a única a comparecer foi a GDR Alvinegra (Garra, Determinação e Respeito). “Estamos presentes no clube para exigir uma explicação do presidente. Presidente, deixa de ser omisso. Apresente e explique pra nós a situação atual do clube. Você menosprezou dois campeonatos, a Copa Sul-Americana e a Copa do Brasil, falando que ia valorizar o Brasileiro. Mas nós estamos no meio da tabela. O que você vai fazer? Cadê o time para disputar o Campeonato Brasileiro”, cobrou Santiago, diretor e fundador da organizada.
Torcida do Atlético protesta contra diretoria e jogadores
Alvos principais do protesto foram presidente Sérgio Sette Câmara, diretor de futebol Alexandre Gallo e jogadores, especialmente Elias, Luan e Cazares
Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press
Alvos principais do protesto foram presidente Sérgio Sette Câmara, diretor de futebol Alexandre Gallo e jogadores, especialmente Elias, Luan e Cazares
Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press
Alvos principais do protesto foram presidente Sérgio Sette Câmara, diretor de futebol Alexandre Gallo e jogadores, especialmente Elias, Luan e Cazares
Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press
Alvos principais do protesto foram presidente Sérgio Sette Câmara, diretor de futebol Alexandre Gallo e jogadores, especialmente Elias, Luan e Cazares
Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press
Alvos principais do protesto foram presidente Sérgio Sette Câmara, diretor de futebol Alexandre Gallo e jogadores, especialmente Elias, Luan e Cazares
Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press
Alvos principais do protesto foram presidente Sérgio Sette Câmara, diretor de futebol Alexandre Gallo e jogadores, especialmente Elias, Luan e Cazares
Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press
Alvos principais do protesto foram presidente Sérgio Sette Câmara, diretor de futebol Alexandre Gallo e jogadores, especialmente Elias, Luan e Cazares
Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press
Alvos principais do protesto foram presidente Sérgio Sette Câmara, diretor de futebol Alexandre Gallo e jogadores, especialmente Elias, Luan e Cazares
Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press
Alvos principais do protesto foram presidente Sérgio Sette Câmara, diretor de futebol Alexandre Gallo e jogadores, especialmente Elias, Luan e Cazares
Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press
Alvos principais do protesto foram presidente Sérgio Sette Câmara, diretor de futebol Alexandre Gallo e jogadores, especialmente Elias, Luan e Cazares
Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press
Santiago não soube explicar o motivo da ausência de outras torcidas organizadas do Atlético no movimento. “Porque só a GDR veio hoje, eu não sei e também não quero saber. Acho que a obrigação do torcedor é apoiar e a cobrar quando necessário. No momento, está sendo necessário cobrar. E nós vamos cobrar, independentemente de qualquer torcida. Nossa voz ninguém vai calar não”, acrescentou.
Vários dos cânticos foram dirigidos ao presidente Sérgio Sette Câmara. Alguns o comparavam a Ziza Valadares, que foi diretor de futebol durante a disputa da Série B, em 2006, e comandou o Atlético entre 2007 e 2008. "Sette Câmara, vai se f.., tiramos o Ziza e vamos tirar você”, "Presidente, seu vacilão, cadê o time que vai ganhar o Brasileirão"; "O presidente, seu vacilão, bota a cara para me dar explicação". Esses foram alguns gritos entoados na sede de Lourdes contra o atual mandatário, que chegou a afirmar que o time estaria entre os três primeiros até a parada da Copa do Mundo. O título nacional, inclusive, é a grande pretensão da gestão de Câmara neste primeiro ano de mandato.
Outro alvo da manifestação foi o diretor de futebol Alexandre Gallo. Ao se referir a ele, os torcedores pronunciavam apenas o primeiro nome, segundo eles, em respeito ao Galo, mascote do clube. “Alexandre otário, o nosso Galo não é time de empresário”. Faixas expostas diante da sala de troféus do clube pediam a saída do dirigente: “Fora Alexandre Gallo”. “Diretoria, quando é que os reforços de verdade chegarão?”, indagava outra.
O time também recebeu duras críticas. O único poupado foi o técnico interino Thiago Larghi. De acordo com os organizadores do protesto, ele não tem culpa pelos insucessos na temporada, que incluem a perda do Campeonato Mineiro para o Cruzeiro.
"Acabou a caô, ou joga por amor ou joga por terror". "Time pipoqueiro, deixa de farra pra ganhar o Brasileiro". “Vergonha, vergonha, vergonha, time sem vergonha". "Time fdp, só quer dinheiro, cerveja e prostituta". Esses foram alguns dizeres dirigidos ao elenco.
Alguns jogadores, em especial, foram mais atacados no protestos, casos do volante Elias, do meia Luan e do meia equatoriano Cazares: "Ah que bom será, se o Elias voltar para os gambá". "Cazares, vai se ferrar, vai jogar bola e pare de ...".
Considerado um dos ídolos da torcida, Luan foi atacado por fazer críticas públicas ao técnico Thiago Larghi pela imprensa após o empate com a Chapecoense, por 3 a 3, no Independência. “Ei, você aí, avisa ao Luan para parar se mimimi".
Ao fim do protesto, os torcedores entregaram a Aloísio Sperman, chefe de segurança do Atlético, uma lista de sugestões e reivindicações. Entre elas, foi pedida uma reunião com o presidente Sérgio Sette Câmara.
Um dos pedidos dos torcedores é para que o clube volte a mandar seus jogos no Mineirão, não mais no Independência.
No fim do protesto, torcedores entregaram lista de sugestões e reivindicações a funcionário do clube (Foto: Túlio Santos/EM/D. A Press)