Vargas voltou a ficar fora da relação e acompanhou clássico como torcedor (Foto: Alexandre Guzanshe/EM/DAPress)


Desde a expulsão no fim do jogo contra o Palmeiras, no empate sem gols que resultou na eliminação do Atlético nos pênalits, nas quartas de final da Copa Libertadores, o atacante Vargas não foi mais relacionado pelo técnico Cuca. O presidente do Galo, Sérgio Coelho, explicou que o jogador sofreu punições do treinador e da própria diretoria ao descumprir regulamento interno do clube.




No empate diante do América, no Independência, Vargas ficou fora da relação e mesmo assim esteve no estádio para acompanhar a equipe. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o presidente do Galo explicou que o jogador, depois de punido pela comissão técnica pela expulsão contra o Palmeiras, sofreu nova sanção por parte da diretoria, o que prolongou o afastamento.

"Quando ele foi expulso, a comissão técnica achou que ele deveria ficar de um ou dois jogos fora. Falar de vestiário é muito ruim. O que aconteceu é que temos um regulamento interno para qualquer atleta e quem descumpriu paga multa. Ele cumpriu com as punições que estavam previstas no regulamento", explicou o mandatário alvinegro. 

"Posteriormente, quando estava para voltar, ele cometeu outro erro, que não foi proposital a meu ver. Ele deu uma entrevista onde não estava com o uniforme do clube e nem passou pela assessoria e foi punido pela diretoria", acrescentou o presidente, que evitou taxar o jogador como 'bode expiatório' pela má fase da equipe.




"Não estamos aqui para crucificar um atleta, que foi importante em alguns jogos. Precisamos tratar com firmeza, mas entendemos que lidamos com um ser humano e se cada pessoa que erra for crucificada, não vamos ajudar em nada. É preciso ter calma e encontrar uma alternativa para que a gente possa mostrar autoridade, mas sem deixar de respeitar as pessoas", frisou Sérgio Coelho. 

NEGOCIAÇÃO

Em meio ao afastamento, surgiram notícias sobre possível negociação de Vargas, que interessa ao Grêmio. O presidente do Galo, no entanto, assim como o diretor de futebol Rodrigo Caetano, assegurou que não há proposta pelo atacante. "Nosso diretor disse que houve consultas, mas consulta é especulação, não tem proposta. Vamos avaliar proposta por qualquer atleta, mas não há proposta", reforçou.

Em contato com o Superesportes, o empresário do jogador, André Cury, descartou que haja negociações para a saída do chileno. "Ele tem 28 meses de contrato com o Atlético (até dezembro de 2024). Não estou sabendo de nenhuma proposta. Ele é jogador do Atlético", afirmou.