Argentinos no Pizza Sur, em BH, foram à loucura com o título contra a França (Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press)

 
Chega ao fim uma saga de 36 anos atrás do feito maior do futebol: ser a melhor seleção do mundo. Agora, a Argentina conquistou o direito de bordar a terceira estrela na camisa albiceleste. Enfim, a jornada dos hermanos foi concluída com êxito e comandada por uma dos maiores jogadores da história, Lionel Messi. E teve todos os temperos da alma 'la caliente' dos latinos: luta, catimba, pressão, entrega, talento, inteligência, disputa, emoção, sofrimento, choro e alegria. Ingredientes essenciais ao melhor tango, dentro e fora de campo.



 

 
 
Os hermanos bailaram no Catar, na Argentina e nos bares de Belo Horizonte. Na Pizza Sur, na Rua da Bahia, no Bairro de Lourdes, brasileiros com "camiseta" argentina torceram, se emocionaram e fizeram a festa, crianças e adultos. De todas as idades.
 
Arthur Cardoso, de 11 anos, deu um depoimento emocionado vestindo a camisa da Argentina; "Eu nunca fiquei tão feliz. Eu nunca vi o Brasil campeão e nem a Argetina. Mas agora, vi a Argentina, sou goleiro, gosto do Martínez e gosto muito dos jogadores argentinos, como o Emiliano Martínez, Messi, óbvio, Di María, Otamendi, Acuña, Paredes. A Argentina é minha segunda seleção". Por fim, agradeceu: "Obrigada Messi pela terceira estrela argentina".
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Já Lilian Basilho, de 43 anos, do setor administrativo, de família argentina, não duvidou um só segundo que a Argentina seria campeão do mundo: "Sou apaixonada pela Argentina, principalmente, pelo Messi, última copa dele. Campeão. Torço demais por ele, é um cara humilde e, enfim, não tem explicação, Argentina é uma paixão".




Gustavo Machado, de 38 anos, profissional de TI, com a camisa do Estudiantes, cruzeirense, sempre admirou o futebol argentino: "Eu me identifico como o futebol que é jogado na Argentina, desde 1990, quando do Cruzeiro enfrentou muitos times de lá. Supercopa, Libertadores. Gosto da forma que atuam, de maneira coletiva e não individual. Até Messi participa e potencializa essa coletividade, não é um futebol egoísta, cheio de ego e soberba. E próximos da torcida", para bom entendedor, uma alfinetada daquelas na Seleção Brasileira.
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Enfim, os jogadores argentinos sagraram-se tricampeões mundiais e o futebol latino-americano "calou" o poderoso, superior e organizado rival europeu. O troféu mudou de casa, de continente. E os comandados do técnico Lionel Scaloni dão ainda mais peso ao currículo da sua seleção dentro das quatro linhas: campeões em 1978 e 1986, esta com o "deus" Maradona, além de ter sido vice-campeões em 1930, 1990 e 2014, competição disputada no Brasil.
 
Longe de casa e, ainda mais, do Catar, os torcedores da Seleção Argentina, em Belo Horizonte, compatriotas ou não, brazucas que sonharam com Messi campeão do mundo, única honraria que faltava na história do craque, festejaram como nunca o feito de La Pulga e companhia.
 
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