Ney Franco ficou um pouco mais de um mês na Raposa (Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

O técnico Ney Franco acionou o Cruzeiro na Justiça na tarde dessa terça-feira. O profissional cobra R$ 636.594,87 do clube, referentes ao não pagamento do acordo feito na demissão do treinador. 




Na rescisão de contrato, a Raposa concordou em pagar o salário atrasado, verbas recisórias e FGTS divididos em 10 parcelas, totalizando R$ 323.452,73. No entanto, segundo o processo, o clube não quitou nenhum valor após 10 meses.

A defesa do técnico alega que o acordo perdeu a válidade e pede que o Cruzeiro pague, além do valor combinado anteriormente, juros e correção monetária. Ao todo, Ney Franco pede o pagamento do salário de setembro e parte de outubro de 2020, 13º, férias e quebra de contrato.

No processo, o advogado também pede que o Cruzeiro pague seus honorários. "Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 15% sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa". 




Valores cobrados por Ney Franco:

 
- Verbas rescisórias e Cláusula Compensatória Desportiva: R$ 265.679,78;
- Salário do mês de setembro de 2020: R$ 108.000,00;
- FGTS não recolhido: R$ 14.716,80;
- Multa do §8º do artigo 477 da CLT (multa por não dar baixa na Carteira de Trabalho): R$ 108.000,00;
- Multa do artigo 467 da CLT (multa sobre o não pagamento da recisão): R$ 140.198,29; 

Passagem no Cruzeiro

 
Contratado em 9 de setembro para o lugar de Enderson Moreira, Ney Franco ficou por pouco mais de um mês à frente do time do Cruzeiro. Em sete jogos, foram duas vitórias, um empate e quatro derrotas, com apenas 33,33% de aproveitamento.

A equipe só conseguiu fazer uma boa partida, na vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, em 30 de setembro, no Mineirão. Nos demais duelos, mostrou-se deficitária na criação e na capacidade para finalizar, colecionando vexames em Belo Horizonte, como as derrotas para Avaí (1 a 0) e Sampaio Corrêa (2 a 1). 




Demitido após empate sem gols com o Oeste, Ney Franco deixou o cargo com o time na 19ª posição da Série B do ano passado. Ele foi sucedido por Luiz Felipe Scolari, que também acionou o clube celeste na Justiça