Torcedores do Cruzeiro desrespeitaram protocolo no jogo com CSA (Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

No primeiro jogo com público no Independência desde o inicio da pandemia de COVID-19, em março do ano passado, mais uma vez houve desrespeito às normas sanitárias determinadas por decreto mais recente sobre o assunto editado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD). E isso partiu tanto dos organizadores, no caso o clube celeste, quanto dos torcedores que foram ao estádio na tarde deste sábado para a partida com o CSA, pela 26ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.






Por parte do Cruzeiro, não conseguiu evitar inúmeras aglomerações nos portões de acesso na Rua Pitangui. A legislação diz que o clube deve "organizar a área de filas de forma a evitar aglomerações, assegurando o distanciamento mínimo de 1 metro entre os torcedores e a manutenção do uso de máscara durante todo o percurso". Nada disso ocorreu.

Além do mais, no setor Especial Pitangui, só uma das três entradas estava aberta. Isso contraria o artigo 1.2 do decreto municipal, segundo o qual "todos os portões do estádio que derem acesso aos setores comercializados devem estar disponíveis para acesso de entrada e saída pelos torcedores".

Já por parte dos torcedores, muitos furaram as filas, pois só havia controle próximo da entrada. Além disso, não respeitaram o distanciamento social, o que se repetiu nas cadeiras, e também foi possível observar muita gente sem máscara dentro e fora do Independência.




"Economia porca", segundo um torcedor, pronto para desistir de ver a partida in loco por conta da desorganização. "Estava na fila, mas chegaram 10, 15 e entraram na frente. Ninguém falou nada, não é caso de polícia, mas de educação."

Opinião parecida tem a engenheira mecânica Isadora Marinho, que foi ao jogo com amigas como Bruna Godinho, 28, e Júlia Braga, 24. "Está tudo muito desorganizado. No Mineirão e em Sete Lagoas (onde o Cruzeiro também atuou com a presença da torcida) foi bem melhor", afirmou ela. 

Todas colocaram máscara para entrar no estádio e garantiram que vale o 'sacrifício' para ajudar a Raposa a voltar para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, mesmo sabendo que a situação está muito difícil. "A gente nunca perde a esperança. E apoio nunca vai faltar", disse Bruna, que também é engenheira mecânica.




Quem também foi apoiar o Cruzeiro foi a família do comerciante Alexsandro Santos Andrade, de 44 anos. Com a esposa e três filhos, ele não teve dificuldades para acessar o setor Vip Ismênia, na Rua Ismênia Tunes. "Viemos fazer nossa parte. Esperamos agora que o time faça a dele", declarou ele.

O próximo compromisso da Raposa como mandante será no domingo, às 11h, novamente no Independência. Já para o jogo contra o Botafogo, pela 30ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, ainda não há definição de estádio.