Jamie Murray e Bruno Soares avançam em busca de mais um título no US Open (Foto: Reprodução/Instagram)

O mineiro Bruno Soares e o britânico Jamie Murray continuam embalados no US Open. Nesta segunda-feira, a dupla superou o alemão Dominik Koepfer e o finlandês Emil Ruusuvuori, por 7/6, 6/7 e 6/1, para se garantir nas quartas de final do Grand Slam americano.




Na próxima rodada, Bruno e Jamie terão a difícil missão de enfrentar o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos, os cabeças de chave 2. O mineiro busca o tricampeonato no US Open nas duplas masculinas, já que foi campeão na edição de 2020, ao lado do croata Mate Pavic, e em 2016, em parceria com o britânico e atual companheiro. 

Bruno Soares destacou a consistência da dupla no terceiro set, quando ele e Murray não deram chance aos adversários e confirmaram a classificação. "Foi mais um jogo duríssimo por aqui. Muito feliz mesmo de poder fazer mais uma quartas de final num Grand Slam, ainda mais em Nova York, que gosto muito das condições e é o meu melhor Slam. Foi uma partida muito disputada e decidida no detalhe. Acho que a chave do jogo foi ter começado o terceiro set bem firme", avaliou.

O mineiro de BH disse que, depois de sofrer o empate no segundo set, ele e o britânico acertaram o jogo para fechar a partida na terceira parcial. "No fim do segundo set nós sentamos ali, conversamos e resetamos a cabeça. Sabíamos que era necessário começar o terceiro set com tudo e deu tudo certo. Espero que a gente consiga seguir assim, passo a passo e rumo à final", projetou.




Bruno, que venceu o US Open também nas duplas mistas em duas ocasiões (2012, com Ekaterina Makarova, e 2014, ao lado de Sania Mirza), comemorou o fato de ter voltado a jogar em alto nível depois de um problema que o impediu de jogar na Olimpíada de Tóquio. Ele teve que passar por uma cirurgia de apendicite e não pôde disputar o torneio ao lado do parceiro Marcelo Melo, também de BH. 

"Toda vez que acontece esse tipo de coisa a nossa perspectiva de mundo muda um pouco, né? A gente começa a valorizar cada vez mais as coisas, mais detalhes que antes passavam batidos. Essa energia extra acabou funcionando muito bem", finalizou o veterano tenista de 39 anos.