Sheilla recebeu antigas companheiras e amigos antes da despedida (Foto: Ivan Drummond/Estado de Minas)


Uma grande festa, em que todos são amigos. Era pra ser só um jogo festivo, o "Set Final", no entanto, o encontro dos convocados pela homenageada, Sheilla Castro, foi de arrepiar. Craques das quadras, medalhistas olímpicos, se abraçavam e beijavam e relembravam os tempos em que jogavam.




"Isso aqui é algo inimaginável", disse o levantador Maurício, dono de duas medalhas olímpicas de ouro, em Barcelona'1992 e Atenas'2004. E foi surpreendido, por Escadinha, o líbero, maior medalhista em quadra, com dois ouros e duas pratas.

"Anda logo, anda logo. Vamos pegar o uniforme. Não podemos atrasar", dizia Escadinha. Faltava ainda duas horas para o início do jogo-festa.

Um pouco mais à frente deles, três gigantes chamavam a atenção. Eram Thaisa, Walewska e Fabiana. "Nossa, isso é demais. Nunca pensei em participar de um jogo assim", dizia a primeira, encantada em encontrar as companheiras, "não para um jogo, mas para uma festa".




E no momento em que Fernada Garay aponta na saída do elevador de acesso à quadra, elas enlouquecem. Correm para encontrar, abraçar a companheira.



Garay não se contém. "Nossa, que coisa maravilhosa. Fiquei imaginando como seria esse encontro, mas logo na chegada, está melhor do que esperava. Demais".

Sheilla entra na quadra e nos olhos, lágrimas. "Já estou chorando. Sabia que isso iria acontecer, mas pensei que seria no final do jogo. Mas cheguei e as poucas pessoas que estão na arquibancada já começaram a me chamar, a gritar meu nome. E ainda por cima, rever todo mundo. Nossa, já estou emocionada".

Nisso, seu telefone toca. É o técnico José Roberto Guimarães, que estava no Aeroporto do Galeão. Sheilla muda o semblante. Parece preocupada. "É o Zé Roberto. O vôo dele está atrasado uma hora. Espero que chegue a tempo."