Ferrenho crítico da Fifa, o político inglês se revoltou com a postura que Blatter apresentou diante do caso e considerou inaceitável a atitude do suíço. "Pelo bem do esporte, ele deve sair. Não há lugar nem desculpas para atitudes racistas, dentro ou fora dos gramados."
Em entrevista à CNN, na última quarta-feira, o dirigente afirmou que ofensas racistas poderiam acontecer normalmente durante uma partida de futebol e que tudo deveria ser resolvido com um aperto de mão. Duramente criticado, o presidente da entidade máxima do futebol divulgou uma nota no site oficial da Fifa, em que procura se explicar e diz ter sido mal compreendido pelas pessoas.
Entretanto, o caso serviu como base para que Blatter tivesse seu mandato colocado à prova mais uma vez. À frente da organização desde 1998, o suíço é alvo de constantes polêmicas e, segundo o ministro britânico, as recentes declarações do economista "configuram mais um episódio que faz a opinião pública questionar se este homem deve estar à frente do futebol mundial."