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EUROCOPA

Bilbao não será sede da Eurocopa 2020, anunciam autoridades bascas

Governo decidiu retirar o estádio de San Mamés como sede do torneio

postado em 21/04/2021 18:35

(Foto: AFP / ANDER GILLENEA)
Bilbao, uma das 12 cidades europeias que sediarão a próxima Eurocopa (11 de junho a 11 de julho), não receberá jogos do torneio continental de seleções, admitiram as autoridades bascas nesta quarta-feira.

Em uma declaração conjunta da Câmara Municipal de Bilbao, do Conselho Provincial de Vizcaya e do governo regional, as instituições informaram que esta quarta-feira receberam uma "comunicação oficial" da Uefa "na qual, de forma unilateral, toma a decisão de retirar o estádio de San Mamés" como sede do torneio.

A Seleção Espanhola iria disputar suas três partidas da primeira fase no estádio San Mamés (contra Suécia, Polônia e Eslováquia) e Bilbao também iria receber um jogo das oitavas de final.

A notícia não é uma surpresa, já que as rígidas restrições sanitárias impostas pelas autoridades regionais em decorrência da pandemia, dificultaram a presença do público no estádio, exigência feita pelo órgão europeu.

Há quinze dias, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) já admitia a possibilidade de Bilbao não ser um dos palcos da Eurocopa, considerando "inviável que haja público em Bilbao devido às condições sanitárias estabelecidas pelo governo basco".

O presidente da RFEF, Luis Rubiales, apontou dias depois a possibilidade de que o estádio da Cartuja, em Sevilha, substituísse San Mamés.

A Uefa vai anunciar a lista final das cidades-sede do torneio continental na sexta-feira. Além de Bilbao, Munique e Dublin também podem ficar de fora, já que tampouco confirmaram a presença do público em seus estádios.

No seu comunicado, as autoridades bascas manifestaram o seu descontentamento com a decisão da Uefa: "Não aceitamos nem aceitaremos ameaças, queixas ou depreciações e, muito menos, descumprir as regras que regem, neste momento, as medidas de prevenção da saúde de nossos concidadãos".

As instâncias políticas consideram a Uefa e a RFEF "diretamente responsáveis pela não celebração deste evento esportivo e pelo cancelamento unilateral das nossas relações contratuais e pela necessária compensação financeira".