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Tarallo manterá esquema anti-TPM para Olimpíadas de Londres

Atletas do basquete contam com uma ginecologista para evitar a TPM durante os torneios

postado em 15/05/2012 08:13 / atualizado em 15/05/2012 08:16

Desde que Hortência assumiu a diretoria de seleções da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) em 2009, quatro treinadores já passaram pelo time nacional. No entanto, o acompanhamento ginecológico oferecido às jogadoras com a finalidade de evitar a tensão pré-menstrual (TPM) durante os torneios é mantido.

“Contamos com uma ginecologista na comissão técnica e esse é um trabalho importante. Queremos as meninas tranquilas em Londres, porque a preocupação é a competição e elas não podem estar irritadas ou nervosas com outros tipos de situação”, explicou o técnico Luiz Cláudio Tarallo.

A profissional responsável por acompanhar as atletas da Seleção Brasileira é a ginecologista Tathiana Parmigiano. Parte das 18 jogadoras pré-convocadas por Tarallo para os Jogos Olímpicos se apresentou no último dia 1º de maio e já foi atendida pela médica.

“Além de todos os exames necessários na área de rendimento, como testes ergométricos e parte cardiológica, elas também passaram comigo. A estrutura foi boa e inclusive tivemos a oportunidade de colher o papanicolau de algumas atletas”, explicou a médica.

A tensão pré-menstrual é um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorre na segunda metade do ciclo menstrual. Nervosismo, alterações de humor, cólicas, ansiedade e dor de cabeça são alguns dos efeitos mais comuns neste período em algumas mulheres.

Com a data de uma determinada competição como base – o torneio olímpico de basquete começa no dia 28 de julho e termina em 11 de agosto -, a médica evita que as jogadoras sofram com as alterações decorrentes do período menstrual através do uso de contraceptivos hormonais.

Parmigiano apura se as atletas gostam ou não de jogar menstruadas, se o fluxo chega a atrapalhar durante os treinos e competições, se elas já usaram o chamado "calendário competitivo" e outras particularidades. Com base nestes dados, elabora os tratamentos nos casos necessários.

“A maioria das jogadoras não se preocupa com o fluxo menstrual em si, mas sim com a ausência de sintomas. Como o uso de contraceptivos hormonais melhora isso bastante, muitas vezes já é o suficiente. A individualidade, mesmo em um esporte coletivo, é o maior segredo”, explicou Parmigiano.

Além de garantir plenas condições psicológicas para as atletas durante os torneios, o acompanhamento de uma ginecologista serve para evitar possíveis casos de doping, já que existem substâncias consideradas ilícitas em alguns medicamentos contraceptivos, às vezes utilizados por conta própria pelas jogadoras.

A ginecologista integrou a delegação brasileira nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara-2011 e sempre conviveu de perto com o esporte. Irmã da ex-judoca Cristhiane Parmigiano, que disputou os Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, ela praticou natação e pólo aquático pelo Pinheiros antes de estudar medicina.

Tags: londres2012