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Time de personalidade

Ao superar o Bauru na primeira partida dos playoffs semifinais do NBB, Uberlândia cumpriu à risca o determinado por Hélio Rubens, quer atuação ainda melhor em casa

postado em 15/05/2013 08:43 / atualizado em 15/05/2013 08:47

Marcos Ribeiro/Correio de Uberlândia
Desde que assumiu o comando do Uberlândia, há 10 meses, o técnico Hélio Rubens vem pregando que seu time tem de mostrar personalidade e somente assim poderia se concentrar e ter a tranquilidade necessária para chegar às vitórias e brigar por títulos. Pois foi justamente dessa forma que a equipe se comportou no primeiro jogo da série melhor de cinco pelas semifinais do Novo Basquete Brasil (NBB), quando derrotou o Bauru-SP na casa do adversário, fazendo 1 a 0 na série e abrindo a possibilidade de garantir a classificação à final em casa, já que os dois próximos jogos serão no Sabiazinho, no Triângulo.

“Ganhar do Bauru em seu ginásio é muito difícil. Essa vitória serviu para mostrar que nosso time é experiente, que temos um grupo muito forte. Conseguimos fazer aquilo que nos propusemos a fazer, e com isso, as coisas deram certo”, comentou Hélio Rubens.

Nas quartas de final, contra o Pinheiros, o time mineiro teve problemas nos dois primeiros jogos que fez em casa. Ganhou duas vezes fora e só garantiu a classificação no quinto confronto, como mandante. O grupo parece ter sentido o fato de ter trocado de ginásio. Saiu do Homero Santos, com capacidade para 3.500 torcedores, e onde a torcida fica praticamente ao lado da quadra, para o Sabiazinho, com capacidade para 8 mil torcedores. A torcida fica mais longe e a sensação de caldeirão, antes existente, desapareceu.

“Tudo era questão de adaptação. Passamos a treinar no Sabiazinho e os jogadores precisavam de tempo. Mas aos poucos, isso foi acontecendo naturalmente. Além do mais, temos a nossa torcida, que incentiva o tempo todo. Quanto mais gente melhor”, diz o treinador, que espera para quinta-feira mais uma vez a casa cheia.

Na cidade, a torcida organizada Inferno Verde, que acompanha o time em todos os jogos, está fazendo uma mobilização para lotar o ginásio. Os integrantes da torcida se mostram orgulhosos por terem feito mais barulho que a torcida do Bauru na segunda-feira, mesmo estando no ginásio do adversário, o Panela de Pressão. Eles afirmam que o nome do ginásio está errado e que quem deveria ter sido batizado com esse nome são os dois ginásio de Uberlândia, o Homero Santos e o Sabiazinho. “Agora, sim, eles vão ver o que é mesmo uma panela de pressão”, diz João Paulo, integrante da torcida.

Os jogadores retornaram ontem de Bauru e à noite já houve treino no Sabiazinho. “Temos de aproveitar cada segundo. É importante esse aperfeiçoamento e não desligar do confronto, por isso, viver intensamente cada segundo da decisão”, diz o armador Helinho.

FORÇA NO BANCO

Na vitória de segunda-feira, um jogador que saiu do banco teve papel decisivo, o ala Audrei, que foi o cestinha do time e da partida, com 23 pontos e um percentual de aproveitamento de arremessos de 60,5%.“Foi um ótimo jogo, as coisas deram certo. Temos um jogo coletivo muito forte, mas hoje quem apareceu fui eu. Mas nosso time tem excelentes jogadores, qualquer um pode fazer os pontos e ser cestinha. O que importa é que ganhamos o jogo”, disse Audrei.

Outro destaque foi o pivô Cipolini, que marcou 20 pontos e pegou oito rebotes. Cinco jogadores terminaram a partida com dois dígitos em pontos. Além de Audrei e Cipolini, Robert Day (15), Robby Collum (13) e Grubber (10).

Quem também saiu do banco e foi fundamental foi o pivô Léo, maior reboteiro do time mineiro, com nove bolas recuperadas. “Temos um grupo coeso”, diz Hélio Rubens, que busca o seu 16º título de campeão brasileiro como técnico, que seria o segundo com o Uberlândia.

Ontem o São José saiu na frente na outra série semifinal. Em casa, bateu o Flamengo por 80 a 71, com 27 pontos do ala/pivô Jefferson. As duas equipes voltam a se enfrentar sexta-feira, no Rio de Janeiro.