Basquete
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HISTÓRIA

Cinco décadas de saudade

Seleção Brasileira Masculina de Basquete foi a primeira bicampeã mundial da história

postado em 23/05/2013 11:54 / atualizado em 23/05/2013 12:02

Geraldo Viola/O Cruzeiro/Em/D.A. Press
 

Há 50 anos, o basquete brasileiro viveu seu auge, ao tornar-se o primeiro bicampeão mundial da história. Vencedora no Chile em 1959, a Seleção Brasileira Masculina repetiu a conquista dentro de casa, na quarta edição da competição. Sob o comando do lendário Togo Renan Soares, o Kanela, o Brasil venceu os seis jogos que disputou – a equipe entrou direto na fase final, com Estados Unidos, Iugoslávia, Porto Rico, Itália, União Soviética e França.

A partida decisiva foi disputada em 25 de maio de 1963, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e o resultado, estampado na capa do Estado de Minas do dia seguinte: “O Brasil, triunfando, sensacionalmente, sobre os Estados Unidos pelo placar de 85 x 81, sagrou-se, aos primeiros minutos de hoje, bicampeão mundial de basquetebol, invicto, encerrando campanha das mais empolgantes”.

A Seleção Brasileira começou a partida um pouco nervosa, com erros individuais e sem o entrosamento mostrado em partidas anteriores. Os Estados Unidos abriram seis pontos de vantagem. O técnico Kanela fez várias modificações, mas foi somente quando Mosquito entrou na quadra que o Brasil melhorou. Ele deu mais tranquilidade e poder de penetração à equipe, fazendo com que o primeiro tempo terminasse empatado em 39 pontos.

Confiante, a Seleção mostrou mais disposição no tempo complementar e logo passou à frente no placar, não permitindo ser alcançada mais depois da igualdade em 51 pontos. Wlamir se destacou nos arremessos, conquistando pontos preciosos para a equipe brasileira. Sem conseguir penetrar na defesa adversária, os norte-americanos arriscaram arremessos à média distância, com precisão incrível. Mas o quinteto nacional passou a marcar mais de perto e impediu a reação adversária.

OS CAMPEÕES A Seleção Brasileira atuou com Amaury (22), Wlamir (26), Rosa Branca (3), Sucar (4), Vítor (17), Ubiratan (6), Mosquito (6) e Jathyr (1). Também foram campeões Paulista, Fritz, Waldemar e Menon. Nos bastidores, surgiu o boato de que os Estados Unidos facilitaram o jogo para evitar que União Soviética ou Iugoslávia fosse campeã, numa época de guerra fria. Mas não foi isso que se viu em quadra. Os iugoslavos terminaram em segundo lugar, e os soviéticos, em terceiro. Depois, vieram Estados Unidos, França, Porto Rico e Itália. O Brasil ainda conquistaria, naquela década, duas medalhas de bronze olímpicas em Roma’1960 e Tóquio’1964.