SELEÇÃO BRASILEIRA

Dunga reconhece mau relacionamento com a imprensa e garante que trabalhou para melhorar

Durante a coletiva de apresentação como técnico do Brasil ele lembrou que errou no passado

postado em 22/07/2014 10:26 / atualizado em 22/07/2014 13:24

Carolina Fonsêca /Especial para o Diario

Reprodução/CBF TV
A relação de Dunga com a imprensa não é das mais amigaveis. Na verdade o recém-anunciado treinador da Seleção Brasileira protagonizou muitos episódios desagradáveis durante entrevistas durante sua primeira passagem no comando Seleção. Antes do anúncio oficial dele como treinador, durante as especulações, estas situações for lembradas por diversas vezes em jornais e portais. Após o anúncio oficial feito pelo presidente da CBF, José Maria Marin, a palavra foi dada ao novo técnico e em seu discurso ele reconheceu que cometeu erros na sua relação com a imprensa, ressaltando que trabalhou para mudar isso.

“Dificilmente uma pessoa muda no seu comportamento, mas sou ser humano e preciso melhorar meu contato com as pessoas. Especialmente com vocês jornalistas e é normal que eu tenha que aprimorar meu relacionamento com a imprensa. Minha culpa, mas trabalhei para me aprimorar”, disse. O primeiro contato de Dunga com a imprensa durante a coletiva realizada para sua apresentação como técnico foi tranquilo. A postura do treinador demonstrava alguma vontade de diminuir a tensão entre os dois lados. 

Dunga também falou sobre marketing e planejamento no futebol, lembrando que é importante não dar a guerra como perdida por conta dos maus resultados da Copa deste ano, é necessário se planejar. “O marketing é importante no futebol moderno, mas o trabalho dentro de campo é importante para sustenar o marketing”, afirmou.
 
Tanto Marin quanto Dunga reforçaram bastante a importância de receber sugestões, inclusive vindas da imprensa. Durante a coletiva foi mencionado a falta de privacidade da Granja Comary, fator que pode ter atrapalhado a Seleção e o trabalho de Felipão que não realizou nenhum treino fechado. O novo treinador lembrou o caso da Alemanha, que caminhava na praia, e disse que é importante que os jornalistas respeitem os horários de entrevista. “Os jogadores da Alemanha caminhavam na praia, mas ninguém ia atrás deles entrevistar. Se houver a compreensão de todos, vai ser ótimo. E a sugestão de treino fechado ter vindo de um jornalista foi muito bom, significa que ele entendeu que a privacidade também é necessária”, explicou.