COMANDO TÉCNICO

Com calendário apertado e sob pressão, Dunga precisa dar resposta rápida aos críticos

Treinador da Seleção Brasileira tem três competições oficiais em dois anos

Rafael Ribeiro / CBF
Exatos 1.479 dias após ter sido demitido pelo ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, o técnico Dunga está oficialmente de volta ao comando da Seleção Brasileira. Porém, se dessa vez o capitão do tetra volta quatro anos mais rodado para a função, o desafio atual se mostra ainda mais espinhoso do que quando foi anunciado pela primeira vez, em 2006, quando não possuía nenhuma experiência como treinador. Afinal, Dunga terá a missão de resgatar a autoestima e iniciar um projeto de reformulação visando a Copa da Rússia, em 2018, tendo uma seleção devastada após os 7 a 1 impostos pela Alemanha e uma geração longe de ser a melhor já formada pelo futebol nacional. Tudo isso, com três competições oficiais pela frente nos próximos dois anos.

Agenda cheia que já começa este ano, com quatro amistosos, três deles contra rivais sul-americanos. O primeiro, que marca a reestreia do treinador à frente da Seleção, será a reedição das quartas de final do último Mundial, contra a Colômbia, em Miami, em 5 de setembro. Quatro dias depois, em Nova Jersei, o Brasil encara o Equador. Em outubro, terá peça frente a Argentina, em Pequim, valendo taça. O Superclássico das Américas. E em novembro, será vez de encarar a Turquia, em amistoso, em Istambul.

Caso se segure até lá, Dunga terá o seu primeiro teste oficial na Copa América do Chile, em junho de 2015. No mês seguinte, a Fifa realizará o sorteio das eliminatórias da Copa da Rússia. Para inchar ainda mais o ciclo até o Mundial de 2018, será realizada em 2016, nos Estados Unidos, uma edição especial da Copa América para comemorar o centenário do torneio. A competição juntará seleções da Conmebol e da Concacaf.

Ontem, em sua primeira entrevista coletiva após o retorno, Dunga demonstrou saber bem os desafios que terá pela frente. “A minha primeira passagem foi pedida para resgatar o valor da Seleção, a camisa e obter resultados. A segunda passagem é preparar a Seleção para a Copa de 2018. No caminho, nós vamos ter uma Copa América e vamos encontrar seleções em ótima fase. Todas as seleções melhoraram muito”, reconheceu.

Vale lembrar que quando assumiu em 2006, Dunga conseguiu completar o ciclo até o Mundial da África do Sul, em 2010. Antes deles, Parreira, para a Copa de 2006, e Zagallo, antes da edição de 1998, também conseguiram.

O que ele terá pela frente

Em 2014
5 de setembro
Brasil x Colômbia
(Miami – EUA)

9 de setembro
Brasil x Equador
(Nova Jersey – EUA)

11 de outubro
Brasil x Argentina
(Pequim – China)
*Superclássico das Américas

12 de novembro
Brasil x Turquia
(Istambul – Turquia)

Em 2015
11 de junho a 4 de julho
Copa América do Chile

Julho
Sorteio das eliminatórias

Em 2016
3 a 26 de junho
Copa América dos EUA

3 a 19 de agosto
Jogos Olímpicos do Rio