SELEÇÃO BRASILEIRA

Seleção disputa último amistoso de 2014 para projetar futuro melhor após desastre

Equipe de Dunga apresenta evolução tática e tem recuperado autoestima

postado em 18/11/2014 09:29

João de Andrade Neto /Superesportes

Rafael Ribeiro/CBF
A Seleção Brasileira se despede nesta terça-feira do pior ano da sua história centenária. A derrota por 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão, pela semifinal da Copa do Mundo, ficará para sempre marcada como a maior vergonha do futebol nacional. Como uma cicatriz. Mas aos poucos, a Seleção vem buscando recuperar um pouco da sua autoestima. Hoje, às 15h (do Recife), o Brasil defende, contra a Áustria, Estádio Ernst Happel, em Viena, a sua invencibilidade no retorno do técnico Dunga. Até agora, em cinco jogos, foram cinco vitórias, com 12 gols marcados e nenhum sofrido. O melhor início de trabalho à frente da Canarinha desde João Saldanha, em 1969. Depois do caos, a imagem final de 2014 pode ser a da esperança em dias melhores.

Esperança que não necessariamente está atrelada a fazer o processo de renovação da Seleção um caça às bruxas ou “terra arrasada” com os remanescentes do Mundial. Tanto que o percentual de atletas que disputaram a Copa e foram utilizados por Dunga nos cinco amistosos realizados até aqui é de 47%.

Alguns permanecem como titulares, casos do zagueiro David Luiz, do volante Luiz Gustavo, do meia Oscar e, claro, de Neymar. Outros, que foram reservas no Mundial, hoje são peças fundamentais como o meia William e o goleiro Jefferson. Este não foi convocado para os últimos amistosos por estar disputando a reta final do Brasileiro com o Botafogo.

Há também os que estão se firmando entre as novidades “pós-Copa”. Como o zagueiro Miranda, talvez o maior símbolo da nova “era Dunga”. “Acredito que esse desempenho tem a ver com o Dunga. Ele cobra o máximo de cada jogador. Isso é muito importante. Mesmo diante de bons resultados, ele vem exigindo uma outra boa atuação contra a Áustria, para fecharmos bem a temporada. Esse jogo é muito importante”, destacou o defensor.

Adversário
Se a Seleção defende a invencibilidade após o retorno de Dunga, o mesmo vale para a Áustria. Neste ano, entre amistosos e jogos da eliminatórias da Euro, os austríacos ainda não perderam, com quatro vitórias e três empates. Para assistir ao duelos dos “invictos”, os 40 mil ingressos colocados à venda foram vendidos em pouco mais 30 minutos.

O Brasil em 2014
11 vitórias
2 empates
2 derrotas

Jogadores utilizados pós-Copa

Brasil 1 x 0 Colômbia
10 jogadores estavam no Mundial
7 Jogadores não estavam no mundial

Brasil 1 x 0 Equador
8 jogadores estavam no Mundial
9 jogadores não estavam no mundial

Brasil 2 x 0 Argentina
7 jogadores estavam no Mundial
7 jogadores não estavam no Mundial

Brasil 4 x 0 Japão
6 jogadores estavam no Mundial
11 jogadores não estavam no mundial

Brasil 4 x 0 Turquia
7 jogadores estavam no Mundial
9 jogadores não estavam no mundial