ALEMANHA X ARGENTINA

Os capitães da final do Mundial

Philipp Lahm ou Lionel Messi: um dos dois vai erguer a taça da Copa das Copas

postado em 13/07/2014 09:10 / atualizado em 13/07/2014 12:03

Cassio Zirpoli /Diario de Pernambuco

Getty Images/Fifa.com/Divulgação
Rio de Janeiro - Sonhamos com este dia durante muito tempo. O Brasil era candidato único a sede da Copa do Mundo de 2014, mas ainda assim parecíamos não acreditar com toda aquela festa bem aqui. A dúvida durou até o anúncio da Fifa, há sete anos. Da desconfiança na preparação do país à realização da Copa das Copas, esperávamos ver a Seleção Brasileira no Maracanã, na grande final deste 13 de julho. Como nós, outros tantos sonharam com isso, com o ápice no templo do futebol. Neste domingo, o desejo dos mais antigos torna-se realidade. Para alemães, desde 1990, ou para argentinos, desde 1986.

A Taça Fifa será exibida para o mundo cinco minutos antes de a bola rolar. Ficará exposta em um púlpito. É improvável que durante a final algum jogador não dê uma olhadinha para a beira do campo, procurando o maior objeto de desejo do esporte. Olhar, tudo bem, mas erguê-lo é para poucos. Thiago Silva, inconstante emocionalmente, não chegou perto. Entre tantos outros capitães no início do já inesquecível Mundial, sobraram apenas dois: so lateral Philipp Lahm e do atacante Lionel Messi.

Getty Images/Fifa.com/Divulgação
Seja no tempo normal, na prorrogação ou nos pênaltis, um dos dois será chamado à tribuna de honra para receber o troféu das mãos da presidente Dilma Rousseff. O famoso gesto aguardado por todos irá acabar com uma longa espera, seja qual for o felizardo capitão. A terceira final entre Argentina e Alemanha é ainda mais emblemática por pontuar justamente o jejum de conquistas de cada seleção. Do brilho eterno de Diego Armando Maradona diante 114 mil pessoas no Azteca, na Cidade do México, a Lothar Matthäus, à frente da equipe treinada por Beckenbauer, no Stadio Olímpico de Roma, tomado pelas bandeiras de um país reunificado.

Tanto tempo sem a glória máxima não condiz com nenhuma das escolas tradicionais. Na %u201Cnossa%u201D final - as aspas são necessárias por causa da nossa ausência em campo -, um jogo para a história, no confronto da plena obediência tática hoje associada à habilidade e da raça onipresente empurrada pela genialidade. Schweinsteiger, Müller, Kroos, Özil e Klose, em busca do tetra, aproveitaram o Brasil o quanto puderam, no clima descontraído no sul da Bahia, na interação com os brasileiros e, claro, o trabalho muito bem executado durante a campanha, evoluindo a posse de bola espanhola vista na edição passada. Na Argentina de Sabella, o crescimento até o tri foi visível, a partir do ajuste na defesa, tendo em Mascherano o seu pilar, o capitão sem a braçadeira. Aí, o papel é mesmo de Messi, a um jogo da eternidade.

Com direito a uma Brazuca especial, verde e amarela, veremos tudo isso com uma pontinha de inveja futebolística, mas nada que tire o prazer de assistir ao maior jogo dos últimos anos, sobretudo pela consciência de que o futuro campeão mundial será legítimo. O nosso sonho se tornará a realidade alheia no Maraca, para germânicos ou hermanos. Merecem.