Antes de liberação do estádio, partes deram versões diferentes sobre o 'veto'

Motivos que impediam treino do Cruzeiro no estádio foram contraditórios

postado em 13/06/2012 18:14 / atualizado em 13/06/2012 18:43

EM DA Press

O pedido do técnico Celso Roth para o Cruzeiro realizar um treinamento no Independência - antes da estreia oficial no sábado -, terminou com um final feliz nesta quarta-feira. Até o início da tarde, o clube encontrava dificuldades para a liberação do treino no estádio e o Superesportes ouviu todas as partes envolvidas. Antes do acordo entre BWA e Secopa, que permitiu a marcação da atividade celeste, as versões eram contraditórias.

Cruzeiro

O presidente Gilvan de Pinho Tavares chegou a demonstrar pessimismo para a liberação e disse que uma multa aplicada ao Atlético, por ter treinado no estádio sem autorização, era um dos empecilhos para o Cruzeiro ter a possibilidade de reconhecer o gramado para o duelo contra o Figueirense.

“Nós procuramos a BWA para permitir que a equipe treinasse nesta quinta para os jogadores conhecerem o gramado. Fomos informados quer era necessário requerer ao comitê que formaliza os assuntos do estádio. Esse conselho é formado por representantes da BWA, do América, da Federação Mineira e da Secopa. Soube que isso não ocorreu no caso do Atlético, que fez um treino no local sem autorização dessa comissão. Isso gerou uma multa de 100 mil reais para o Atlético. Como se fosse uma punição. Fiz de tudo para que treinássemos lá, mas esse risco nós não vamos correr,” disse Gilvan.

Atlético

Procurado para comentar se recebeu alguma punição por ter realizado uma atividade no estádio antes do confronto diante do Goiás , jogo válido pela Copa do Brasil e que marcou a estreia do time alvinegro no Horto -, o Atlético disse que não se posicionaria sobre o assunto.

Federação Mineira

Integrante do conselho plural que ajuda nas consultas do Independência, a Federação Mineira de Futebol se limitou a dizer que houve uma reunião para tratar do plantio e da manutenção do gramado, mas que uma liberação para o Cruzeiro treinar no estádio não entrou em pauta. A posição da entidade foi passada para a reportagem pelo secretário-geral da FMF, Rodrigo Diniz. Já o presidente Paulo Schettino disse que não participa dos encontros e que não teria informações suficientes.

América


Como é proprietário do estádio, com registro em cartório, o América também possui representantes no GCAI (Grupo Consultivo da Arena Independência). Um dos componentes do conselho gestor do Coelho, Marcus Salum, explicou que não houve multa nenhuma aplicada ao Atlético, apenas uma notificação para a BWA, já que a comissão havia vetado o treino atleticano, mas a medida não foi cumprida.

“Acontece que o GCAI deu uma orientação para que não houvesse o treinamento e a Secopa notificou a Arena Independência. Isso aconteceu, sim. Isso está no contrato. O campo estava recém-inaugurado e como a Arena Independência não impediu o treino, ela foi notificada. A cláusula que está no edital público explica que um número de notificações pode gerar multa. Existem cláusulas que precisam ser respeitadas. Não tem multa estipulada. A reunião falou que não podia treinar e treinou, por isso houve a notificação para a BWA e não para o Atlético”, afirmou Salum.

Secopa

O secretário de estado da Copa do Mundo, Sérgio Barroso, disse à reportagem que a Secopa não tinha nenhuma objeção quanto ao treinamento celeste no campo e que desconhecia a aplicação de multa ao Alvinegro

“Não existe esse negócio de treinamento e multa. O estádio é do América e está sob concessão primária ao governo de Minas, que concedeu à Arena Independência. A comissão existe, mas não é função do estado distribuir multas para os clubes. Quem cuida do estádio é a concessionária. Ela que cuida do estádio e deve deixá-lo em perfeitas condições. O estado não faz nenhuma objeção desde que tudo esteja conforme o contrato. O que a BWA tem que fazer é cuidar bem do estádio, mas não tem imposição de jogos e treinamento. Queremos que o estádio seja para os clubes mineiros”, completou Sérgio Barroso. Coincidentemente, o acordo entre Secopa e BWA para que o Cruzeiro treinasse no estádio ocorreu minutos depois que o secretário foi procurado pelo Superesportes para falar do polêmico veto.

Arena Independência

Responsável pela ‘palavra final’ para o uso do estádio, apoiada no contrato de administração firmado com o estado de Minas Gerais para administrar o Independência, a BWA justificou o veto inicial ao Cruzeiro devido à multa consolidada no contrato com a Secopa e ao protocolo para uso e manutenção do gramado, já que os três clubes da capital realizarão várias partidas no campo e que o acordo estipulado com as instituições prevê apenas a liberação para o uso como mandantes, nos dias em que forem atuar em Belo Horizonte.

O presidente da BWA, Bruno Balsimelli, justificou a liberação para o Cruzeiro após a conversa com o secretário de estado da Copa do Mundo. “Em comum acordo com a SECOPA, GCAI e BWA Arenas, ficou decidido que não haverá mais essa multa e o Cruzeiro poderá fazer o reconhecimento de campo, normalmente”, disse Balsimelli.

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