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Jogos do título: 5 partidas marcantes da campanha do Atlético no Brasileiro

Vitória contra o principal concorrente, recorde de público, virada para assegurar a taça... Time acumulou atuações importantes para findar jejum de 50 anos

03/12/2021 08:00 / atualizado em 03/12/2021 16:31
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Jogadores do Atlético comemoram gol na vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo
foto: Pedro Souza/Atlético

Jogadores do Atlético comemoram gol na vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo

"Todo jogo é decisão". O "mantra" repetido pelo técnico Cuca e adotado como campanha pública pelo Atlético nas redes sociais embalou o time na histórica conquista do bicampeonato brasileiro em 2021. Foram 35 "finais" até assegurar a taça e findar o incômodo jejum de cinco décadas sem ganhar a principal competição nacional. Algumas delas, porém, serão eternizadas como as mais marcantes para construir o time campeão. Por isso, o Superesportes listou cinco partidas decisivas para o Galo nesta Série A.
 


Todos os jogos da campanha de 2021



Atlético 2 x 1 Flamengo (10ª rodada)

Depois de passar por sua pior sequência no Campeonato Brasileiro, com um empate (Chapecoense) e duas derrotas (Ceará e Santos), o Atlético iniciou uma série de vitórias contra Atlético-GO e Cuiabá. O jogo seguinte foi diante do Flamengo, no Mineirão, um verdadeiro teste de fogo para a equipe se provar como candidata ao título.

A partida no Mineirão, que no fim das contas foi um confronto direto entre campeão e seu principal adversário na disputa da taça, não foi nada fácil. O primeiro tempo teve domínio do Atlético, mas nenhuma chance clara. O Rubro-Negro, por sua vez, não assustou o goleiro Everson.

A etapa final reservou uma noite mágica para o venezuelano Jefferson Savarino. Em apenas sete minutos, ele decidiu o jogo. Primeiro, aproveitou a triangulação de Zaracho e Hulk, ficou com a bola e tocou sem chances para Diego Alves. Pouco depois, apareceu como um raio na área e completou o cruzamento rasteiro de Mariano.

Com a boa vantagem no placar, o Atlético diminuiu o ritmo e viu o Flamengo crescer. O Rubro-Negro, no entanto, só balançou as redes aos 42 minutos da etapa final, com Willian Arão, de cabeça. Logo depois, foi a vez de Everson, um dos grandes nomes do título do Galo, ser o protagonista. Arrascaeta saiu de frente para o gol, mas parou em defesa espetacular do goleiro atleticano.

Com a vitória por 2 a 1, o Atlético se manteve no G4 e abriu sete pontos em relação ao Flamengo. Aquele triunfo foi o terceiro de uma série de nove consecutivos no Campeonato Brasileiro.
 
 

Juventude 1 x 2 Atlético (15ª rodada)

O jogo contra o Juventude, no Alfredo Jaconi, pela 15ª rodada, pode ser considerado o mais importante da campanha. Afinal de contas, ali o Atlético assumiu a liderança e não perdeu mais a posição no Campeonato Brasileiro.

Mas a partida não foi nada fácil. Embalado por uma sequência de sete vitórias na competição, o Atlético teve dificuldades para conquistar a oitava. Dominante no primeiro tempo, o Galo foi para o vestiário perdendo por 1 a 0. Paulinho Bóia aproveitou falha de comunicação e posicionamento da defesa mineira, invadiu a área, driblou Igor Rabello e abriu o placar.

O Atlético não conseguia encontrar alternativas na etapa final. Foi necessária uma jogada individual de Hulk, craque do campeonato, para o Galo empatar. Ele arrancou do meio-campo, tabelou com Eduardo Sasha e finalizou na saída do goleiro. Depois do gol, o Alvinegro seguiu na pressão até virar nos acréscimos, com gol de Nathan Silva após escanteio cobrado por Nacho Fernández.

A vitória, combinada com a derrota do Palmeiras para o Fortaleza, colocou o Galo na liderança do Brasileirão. Naquela altura, era impossível cravar que o Atlético seria o campeão brasileiro, mas com foco rodada a rodada, tratando cada partida como decisão, o Alvinegro finalmente conseguiu sair da fila de 50 anos sem conquistar o principal torneio do país.
 
 
 
Atlético 1 x 0 Internacional (23ª rodada)

Keno festeja após marcar na importante vitória do Atlético sobre o Internacional
foto: Pedro Souza/Atlético

Keno festeja após marcar na importante vitória do Atlético sobre o Internacional

O clima não era dos melhores na Cidade do Galo. Dias antes, o time, invicto, havia sido eliminado pelo Palmeiras na semifinal da Copa Libertadores. Tudo isso diante da torcida, em pleno Mineirão.

A manhã seguinte à queda na competição continental foi de lamentações entre jogadores e comissão técnica. O desafio era impedir que o "luto" durasse mais do que o recomendado. Afinal, o Atlético ainda tinha sonhos a cumprir. O maior deles: conquistar o Campeonato Brasileiro.

Aquele 2 de outubro tinha tudo para ser decisivo. E foi. Na mesma semana da eliminação, o Atlético enfrentou o crescente Internacional, novamente em casa, pela 23ª rodada do Brasileirão.

O Atlético pressionou, insistiu e perseverou até conseguir furar a forte defesa armada por Diego Aguirre. Após passe de Hulk, Keno - que, recuperado de uma virose, entrou no segundo tempo - marcou o gol da sofrida vitória por 1 a 0 naquela noite de sábado.

O resultado deu novo ânimo ao Atlético, que abriu 11 pontos de vantagem na liderança da competição. Internamente, elenco e comissão técnica admitem: as coisas poderiam ter saído dos rumos em caso de tropeço.

Atlético 2 x 0 Juventude (34ª rodada)

Os públicos do Atlético no segundo título brasileiro



Foi um dia histórico em Belo Horizonte. O clima de festa estava pronto: noite de sábado, Mineirão lotado, Atlético perto do título... Em campo, nada muito diferente do que foi o Campeonato Brasileiro. Ofensivo do início ao fim, os donos da casa contaram com dois gols do artilheiro Hulk para vencer por 2 a 0.

Mas o 20 de novembro de 2021 ficou mesmo marcado pelo que se viu nas arquibancadas. Entre lágrimas e sorrisos, 61.476 torcedores acompanharam de perto mais um ato vitorioso de um dos maiores times da história do Atlético. O número é recorde de público no Mineirão desde a reabertura, em 2013.

O grito de "é campeão" estava entalado há quase 50 anos. Cauteloso que é, o atleticano demorou a tirá-lo da garganta, apesar da larga vantagem em relação aos adversários. Mas a partir daquele sábado já não havia mais angústia ou tensão nas arquibancadas, que pela primeira vez ao longo da competição se deu ao luxo de "anunciar" o bicampeonato a plenos pulmões.

Bahia 2 x 3 Atlético (32ª rodada)

Foram 50 anos de angústia. A espera de uma vida. Foram gerações em apreensão, que construíram um amor baseado na história. A história que não haviam presenciado. Até esta quinta-feira, 2 de dezembro de 2021. As cinco décadas de ansiedade, injustiças e incertezas se resumiram em cinco minutos de alta emoção. Foi o tempo necessário para o Atlético buscar uma virada épica, vencer o Bahia por 3 a 2 na Fonte Nova, em partida adiada da 32ª rodada, e conquistar o bi do Campeonato Brasileiro.

Luiz Otávio e Gilberto, no segundo tempo, aumentaram a apreensão com gols para o Bahia. Mas quando parecia perdido, o Atlético lutou. E a luta valeu a pena: Hulk, o artilheiro, e Keno (duas vezes), o herói, marcaram e conseguiram a virada. O necessário para a festa ser completa.

A festa estava completa. Os gritos de "é campeão" voltaram a soar das vozes de milhões de torcedores.

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