América

BOLADAS E BOTINADAS

Treino

postado em 11/06/2019 08:30 / atualizado em 11/06/2019 08:34


Quando a Seleção Brasileira entra em campo para um jogo, mesmo contra um time fraco como o de Honduras e só consegue levar 16 mil pessoas ao estádio, é porque o torcedor está desconfiado. Tite mandou a campo uma equipe que, pelo menos nesta partida, não sentiu a falta do Neymar. Pelo contrário. Sem a sua presença tivemos um crescimento técnico coletivo. Até o Philippe Coutinho, que estava divorciado do futebol desde a Copa do Mundo, voltou a jogar bem. Richarlison segue como principal figura do ataque brasileiro. Sabe aliar seu bom futebol ao porte físico. Só vejo um problema: analisar um time depois de um jogo contra uma seleção tão fraca, fica difícil. Além do mais, tem um ditado que diz: Sete é conta de mentiroso. Veremos...

BOM, MAS...
Tudo bem que o Mano Menezes entenda que o Cruzeiro jogou bem. O time vai mostrando um pouco mais no Brasileirão. O problema é que não basta jogar bem ou jogar um pouco melhor. Tem de vencer. Um grupo como o do Cruzeiro, contando com jogadores experientes e competitivos, não pode seguir patinando na tabela de classificação. Além do mais, esse Corinthians que veio a Belo Horizonte está longe de ser uma equipe imbatível. Fazer contratações caras, manter um grupo teoricamente forte, para ficar longe das primeiras posições, é uma coisa sem explicação.

MARCAÇÃO
O Corinthians, como se sabe, investe na marcação. Joga com a chance do contra-ataque. Sabendo disso, o Cruzeiro teria de jogar em velocidade pelas laterais. Mas não o fez. Pelo contrário, insistiu em jogar pelo meio, justamente onde a marcação adversária era mais eficiente. Se pretende cumprir um bom papel no Campeonato Brasileiro, Mano Menezes terá de resolver o problema das laterais. As contusões e até a dengue estão forçando mudanças constantes.

DE OLHO
O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, aproveitou sua vinda a Belo Horizonte para atuar como olheiro. Assistiu à partida pelo Campeonato sub-20 entre Coimbra e Betis. O empate em 1 a 1 ficou de bom tamanho pelo que as duas equipes mostraram, mas o que contou mesmo foi o futebol mostrado por alguns jogadores de muito futuro. Pelo menos o Corinthians está de olho.

VAGA-LUME...
Segue o Atlético naquele estilo vaga-lume. Vai bem num jogo, dá alegrias ao seu torcedor, mas em seguida faz uma partida péssima. Contra o Santos o Galo entrou em campo para ser apenas um sparring. Sabe aquele lutador que serve de saco de pancadas para quem vai disputar um título? Pois é, assim foi o time mineiro, principalmente no primeiro tempo. Foi apenas coadjuvante, fez figuração e tomou dois gols. No segundo, tentou reagir, mas já era tarde. Acabou levando mais um gol e se complicou.

O QUE SERÁ?
A desculpa de que o Atlético jogou na quinta-feira não cola. Afinal, o Santos também jogou, exatamente contra o Atlético. Talvez seja o caso de se buscar uma avaliação da condição física do Atlético. Será que a idade está pesando? A queda de produção de uma partida para outra é tremenda.

TREINO TÁTICO
Cazares disse que o seu entrosamento como o Chará se deve aos churrascos que eles promovem. Bem, pelo visto, em São Paulo eles só comeram pizza.

QUE MALDADE!
Egídio com suspeita de dengue. Há quem diga que a culpa é da água parada na piscininha....

BAGUNÇA
Essa mania de pressionar a arbitragem a cada marcação está prejudicando o futebol. Com ou sem VAR, o jogador não se conforma. Mas a origem disso está à beira do gramado. A maioria dos jogadores apenas repete dentro de campo o que alguns treinadores aprontam durante toda a partida. Cresce o número de treinadores fazendo biquinho, dando pirueta e esbravejando contra o árbitro. A área técnica, que deveria servir para eles orientarem seus jogadores, acaba sendo usada como uma trincheira de onde o técnico atira para todo lado. Um péssimo exemplo.

QUE COISA!
Neymar paga passagem, paga hotel, paga táxi, e além disso paga mico!!!!!

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