Atletico-MG

No Fla, Ronaldinho mostrou timidez, falava pouco e vivia com seguranças

Thiago de Castro

Presença de Ronaldinho Gaúcho em entrevistas coletivas era algo raro no Flamengo

Ronaldinho Gaúcho, durante praticamente toda a sua carreira, mostrou irreverência dentro de campo, nos treinamentos e no contato com os amigos e companheiros de clube. Mas o armador também tem a sua faceta de timidez e poucas palavras.


No Flamengo, durante os 17 meses que esteve no clube, Ronaldinho Gaúcho pouco falou com a imprensa. Foram apenas cinco entrevistas coletivas. O armador nunca foi de frases polêmicas, de efeito e de dar notícia pelo o que fala. Na sua apresentação pelo Atlético, na segunda-feira, ele já avisou: “Não quero falar muito. Quero é começar a jogar logo para dar o meu melhor e alegria para o torcedor do Atlético”.

Segundo os jornalistas que cobrem o dia a dia do Flamengo, Ronaldinho não apresentava problema em se relacionar com a imprensa e nem antipatia. O camisa 10, que no Galo será 49, apenas era tímido.

A regra para entrevista coletiva no Flamengo é diferente do Atlético. É a assessoria de imprensa rubro-negra que define qual jogador vai falar para a imprensa. Na Cidade do Galo, existe uma votação entre jornalistas para definir o entrevistado. A única impossibilidade é de que um mesmo atleta fale por dois dias seguidos ou por mais de duas veze na semana.

Além da timidez, outro fato chamava a atenção. Ronaldinho vivia cercado por seguranças, fato que deve voltar a acontecer em Belo Horizonte. Cerca de cinco profissionais fazem a proteção pessoal do meia-atacante.