O Atlético não conseguiu reverter a vantagem do Botafogo (4 a 2 na ida) pelas oitavas de final da Copa do Brasil e acabou eliminado nesta quarta-feira com empate por 2 a 2 no Independência. Para os jogadores do Galo, o motivo principal do resultado negativo foi a atuação de Wilton Pereira Sampaio, árbitro da partida no Horto.
“A arbitragem teve influência direta no resultado da partida. Além do lance em que o Bolívar deveria ter sido expulso, houve falta no Pierre na jogada do segundo gol do Botafogo. Um jogo dessa importância tem que ter um juiz de coragem e peito para poder apitar e assumir a responsabilidade neste momento”, desabafou o goleiro Victor.
O primeiro lance citado pelo camisa 1 do Galo aconteceu aos 26 minutos do primeiro tempo, quando Bolívar puxou Jô pela camisa na entrada da grande área e foi advertido com cartão amarelo. Os atleticanos entenderam que o defensor adversário deveria ter sido expulso.
A outra jogada citada por Victor foi no lance do segundo gol de empate do Botafogo, marcado por Dória aos 16 minutos da etapa final. O goleiro disse que houve um empurrão de Bolívar no volante Pierre.
Ronaldinho Gaúcho também mostrou sua revolta contra a arbitragem, principalmente em supostos lances de pênalti favoráveis ao Galo. “Faz tempo que não tem um pênalti pra gente. Nunca é pênalti. Um cara que faz a falta como último homem não é expulso. Enfim, eu não entendo. Tem hora que a paciência acaba”, declarou o camisa 10.
Para o zagueiro Leonardo Silva, Wilton Pereira Sampaio não teve coragem de mostrar o cartão vermelho a Bolívar no primeiro tempo. “Não estamos pedindo que nos favoreça, mas sim que não atrapalhe. A culpa total não é do árbitro, pois levamos os gols. Mas se ele tivesse peito, teria expulsado o Bolívar naquele lance no primeiro tempo”, reclamou.
Eliminado da Copa do Brasil, o Atlético volta as atenções para a sequência do Campeonato Brasileiro. No sábado, o Alvinegro estará no Estádio Serra Dourada, onde enfrenta o Goiás, às 18h30, pela 17ª rodada da competição.