Atletico-MG

Frutos rápidos e aproveitamento semelhante: números de Levir e Cuca se equiparam no Galo

No primeiro ano e meio de trabalho, paranaenses somaram mais de 60% dos pontos

Luiz Martini Rodrigo Fonseca

Técnicos Levir Culpi e Cuca têm aproveitamentos semelhantes no primeiro ano e meio de Atlético

A renovação de Levir Culpi com o Atlético ainda é ponto de interrogação. O técnico encerra uma temporada e meia no comando do clube em dezembro, e seus números são exaltados pelo diretor de futebol Eduardo Maluf. O Superesportes pesquisou o aproveitamento do treinador no período e observou que há semelhanças com os dados de Cuca.


Ambos somaram mais de 60% dos pontos disputados, com pequena vantagem para o comandante atual. Frutos rápidos foram colhidos pelos dois, embora o cenário em que Cuca assumiu o Galo tenha sido bem inferior ao do conterrâneo de Curitiba.

Cuca chegou em um momento de turbulência, em agosto de 2011, e conseguiu livrar o Atlético do rebaixamento. No ano seguinte, disputou o título Brasileiro e terminou com o vice. Daí veio a renovação contratual e a glória com a conquista da América. Antes de estender sua passagem pelo Galo, o atual técnico do Shandong Luneng, da China, já havia levantado uma taça estadual pelo Alvinegro. O segundo título mineiro ocorreu em 2013.

Levir veio em meados do ano passado e em poucos meses levou o Galo ao título da Recopa Sul-America e da Copa do Brasil, momento marcante da última temporada. Assim como Cuca, no segundo ano de gestão, Levir conquistou um Estadual pelo Atlético e fez o time brigar pelo título do Campeonato Brasileiro, assegurando vaga na Copa Libertadores.

Coincidências


As semelhanças entre eles vão além dos números. Até o momento de renovação trilha caminhos similares. Cuca renovou seu contrato em novembro de 2012, quando o Galo já estava classificado para a Libertadores mas buscava um lugar direto na fase de grupos. O cenário atual se repete com Levir, que pode prorrogar o vínculo ainda em novembro.

A média de gols sofridos é outra marca nas passagens de Cuca e Levir. O time comandado pelo primeiro apresentou 1,04%, enquanto a equipe gerida por Levir sofreu 1,03%.

O diretor Eduardo Maluf garantiu que a continuidade dos técnicos nos clubes onde trabalha é um dos detalhes que valoriza.

“Em todos os times que passei, a maioria dos técnicos ficaram acima de dois anos e meio. O Adilson ficou no Cruzeiro três anos e disputou três Libertadores. O Cuca ficou dois anos e meio e os resultados vieram. A experiência mostra o melhor caminho. Técnico que fica por um período maior no clube, a tendência é conseguir resultados positivos”.

Dados de Cuca e Levir em um ano e meio de trabalho:

Cuca

Jogos (82 - 43 vitórias; 19 empates e 20 derrotas)
Aproveitamento 60,1% dos pontos

Gols marcados 137

Gols sofridos 86

Levir
Jogos (111 - 61 vitórias; 22 empates e 28 derrotas)

Aproveitamento 61,5% dos pontos

Gols marcados 178

Gols sofridos 115