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Poucas chances e gols: Clayton volta ao Galo após passagem apagada no Corinthians

Sem oportunidade no Timão, equipe que está em alta na temporada, atacante tenta reencontrar a boa fase no Atlético, que não vive bom momento

postado em 24/08/2017 06:35 / atualizado em 23/08/2017 19:34

Bruno Cantini/Atlético

A má fase do Atlético na temporada obrigou o clube a buscar soluções para evitar um fim de ano ainda mais turbulento. Depois da troca de treinador e da saída do time titular de estrelas como Robinho, o Galo aposta em velho conhecido para dar fôlego novo ao ataque, quarto pior do Campeonato Brasileiro. O jovem Clayton, de 21 anos, está de volta. Um retorno antecipado. O empréstimo com o Corinthians foi abreviado. Ele estava cedido aos paulistas até o fim do ano. O atacante é um pedido do técnico Rogério Micale.

Mas que Clayton é esse que chega ao Atlético? O jogador deixou o Alvinegro em março passado, após um ano sem conseguir se firmar na equipe. O Corinthians foi visto como a oportunidade para o atacante mostrar o potencial que o fez surgir como grande promessa no Figueirense, em 2014 e 2015. Para o Galo, foi a chance de tentar revalorizar o jogador que custou cerca de R$ 11 milhões aos cofres do clube.

No Corinthians, Clayton pouco jogou. Disputou vaga com Jadson, Romero, Marquinhos Gabriel, Clayson, Giovanni Augusto e Pedrinho. Todos esses ficaram à frente na fila de oportunidade. Ele atuou apenas 14 vezes com a camisa corintiana. Fez dois gols (veja no fim) e não deu nenhuma assistência. 

Na visão do jogador, a passagem pelo clube paulista não é considerada um fracasso. “Para muitos pode parecer um fracasso ficar apenas cinco meses em uma equipe, mas para mim, pessoalmente e profissionalmente, foi uma experiência muito enriquecedora. Em campo poderia ter sido melhor, mas nem tudo é da forma que planejamos. O time está numa fase excelente e não tive tantas oportunidades”, escreveu nas redes sociais.

Para o repórter Rodrigo Vessoni, setorista do clube paulista, um dos fatores que atrapalhou Clayton no Corinthians foi algo semelhante ao que ele viveu no Atlético em 2016: a boa fase dos atletas de ataque. Se no ano passado, Fred, Robinho, Cazares, Lucas Pratto, Otero e Maicosuel foram obstáculos para o jogador, em 2017 ascensão corintiana na temporada teve como um dos pilares o crescimento das peças ofensivas.

“Ele perdeu um pouco de espaço na equipe, principalmente, porque tudo que envolveu em relação de melhora dos outros jogadores. Houve uma ascensão do Pedrinho, que virou o xodó da torcida, que pede ele o tempo todo nas arquibancadas. Uma reafirmação do Marquinhos Gabriel. São jogadores que jogam pelo lado e isso complicou um pouco a situação do Clayton. O Giovanni Augusto retornou de contusão e o Fábio Carille gosta muito dele, acha que atuou bem em 2016 e que pode voltar a ser aquele jogador. Tem o Romero, que é titular indiscutível pelo lado do campo. O Jadson joga pelo outro lado e também é titular. Teve o Clayson também, que veio da Ponte Preta, que também ultrapassou o Clayton. Ele se acertou nessa boa fase do Corinthians. Esse excesso de jogadores pelo lado, e todos eles em bom nível, também atrapalhou muito o Clayton. Se você juntar todos esses jogadores pelo lado, fizeram que o Clayton tivesse menos espaço”, explicou.

O atacante, no entanto, poderia ter mudado essa história. No confronto com o Internacional, pela Copa do Brasil, Clayton desperdiçou uma chance clara de classificar sua equipe nos minutos finais. O empate por 1 a 1 levou a decisão da vaga às oitavas de final para os pênaltis. O Corinthians foi eliminado, e o atacante perdeu confiança, conforme relato do jornalista Rodrigo Vessoni.

Divulgação/Corinthians
“Na minha visão, além desse fator que todos em volta dele viraram obstáculos, houve um fator que foi fundamental. O que poderia ser uma virada pelo clube, com o torcedor, foi o jogo contra o Internacional, pela Copa do Brasil, na Arena Corinthians. Ele entra no segundo tempo, o Corinthians tinha levado o empate e massacrava o Inter, precisando o gol para não levar para os pênaltis. O Clayton teve uma chance cara a cara com o goleiro no fim, era o gol do classificação. Ele, um pouco afobado, chutou para cima e perdeu a chance do gol da classificação no estádio lotado. Se sai aquele gol, mudava muito a história dele no clube, a impressão dos torcedores com ele, a confiança do próprio jogador. Não saiu e aquele lance ficou marcado, porque o time foi eliminado nos pênaltis. Ficou meio complicado para ele”, disse o repórter.

Segunda chance

De volta ao Atlético, Clayton vai encontrar um time desequilibrado, que luta para se afastar da zona de rebaixamento e alcançar uma vaga no grupo que garante vaga na Libertadores. Referências de 2016, Fred e Robinho estão no banco de reservas. A dupla titular, hoje, é formada por Luan e Rafael Moura.

A concorrência para Clayton tem ainda Valdívia, Otero, Cazares e Marlone. Por outro lado, chega com o aval do técnico Rogério Micale. “Hoje, retorno ao Atlético para um novo desafio. Agradeço ao professor Rogério Micale pela confiança e ao Atlético, que mais uma vez acredita no meu trabalho. Chego motivado para dar o meu melhor dentro de campo e ajudar meus companheiros a conquistar tudo pelo Galo”, escreveu o atacante no Instagram.

Clayton no Atlético
Março de 2016 a março de 2017
52 jogos (29 como titular)
8 gols
3 assistências

Clayton no Corinthians
Março a agosto de 2017
14 jogos (2 como titular)
2 gols
Nenhuma assistência


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