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Técnico do Atlético explica motivo de colocar Ricardo Oliveira a dois minutos do fim

Rodrigo Santana exaltou experiente centroavante, que perdeu posição para Alerrandro

postado em 14/06/2019 07:30 / atualizado em 14/06/2019 09:21

<i>(Foto: Bruno Cantini/Atlético)</i>
Aos 48’ do segundo tempo, uma cena inusitada no Independência: titularíssimo desde que chegou ao Atlético, Ricardo Oliveira deixava o banco de reservas para atuar nos dois minutos finais do empate por 1 a 1 com o São Paulo. O experiente centroavante de 39 anos entrava no lugar de Cazares e formaria dupla de ataque com Alerrandro, que o desbancou no comando de ataque na partida dessa quinta-feira, válida pela nona rodada do Campeonato Brasileiro.

O pouco tempo recebido por Ricardo Oliveira causou estranhamento entre torcedores e virou tema de pergunta na entrevista coletiva de Rodrigo Santana após o empate. O treinador interino explicou que a entrada do centroavante foi a última cartada da comissão técnica em busca da vitória. A princípio, ele entraria em campo por volta dos 44', mas Cazares ficou mais tempo no gramado para cobrar escanteios.

“Primeiro de tudo: se a gente não vai conseguir os três pontos, a gente não pode perder o nosso ponto. No início do jogo, a gente já tem um ponto. A gente optou por deixar bem para o final, porque é a última loucura dos últimos minutos, de colocar duas referências (Alerrandro e Ricardo Oliveira)”, disse.

Rodrigo Santana, então, explicou como o Atlético se posicionou taticamente após a mudança - embora esse cenário tenha durado apenas dois minutos. “Nossa ideia era tirar o Cazares, que é um jogador que marca um pouco menos, e segurar o Luan, ainda que ele estivesse um pouco mais cansado, porque é um jogador que dá mais combate e cobre um pouquinho mais a bola. Armamos duas linhas de quatro, com Luan e Elias por dentro, Bolt e Geuvânio por fora e as duas referências. A gente viu que naquele momento o São Paulo poderia baixar as linhas, e a gente colocar duas referências lá para tirar a sobra. E alçar bola na área, mas com dois jogadores de marcação ali para ganhar essa segunda bola, porque se caso o São Paulo contra-atacasse, tenho certeza que se o Cazares ficasse para marcar, tenho certeza que a gente ficaria mais vulnerável”, completou.

Efeitos do banco?

Engana-se quem pensa que a perda da titularidade desmotivou Ricardo Oliveira. Ao menos é o que garantiu Rodrigo Santana. O treinador relatou ter avisado com antecedência ao experiente jogador que ele perderia a posição para Alerrandro. O efeito disso? Oliveira treinou ainda mais.

“O Ricardo é um monstro, tem 39 anos de idade, treina para caramba, tem uma responsabilidade muito grande de liderança dentro do plantel. Eu avisei o Ricardo que sairia com o Alerrandro. Ontem mesmo no treino, ele foi o último a sair do campo treinando finalização. Se fosse qualquer outro atleta, poderia ter terminado o treino e ir embora para o chuveiro”, disse Santana.

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