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Jô demonstra solidariedade ao amigo Ronaldinho Gaúcho: 'Orando por ele'

Ídolos do Atlético, Jô e R10 construíram uma relação de proximidade quando defenderam o clube alvinegro

postado em 06/04/2020 15:00 / atualizado em 06/04/2020 15:23

(Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
e Ronaldinho Gaúcho formaram uma das duplas mais marcantes da história do Atlético. Hoje afastados, o atacante revela estar em oração pelo craque R10, preso no Paraguai desde o dia 4 de março acusado de falsificação de documentos.

"Fiquei muito triste com a notícia (da prisão). É um cara que eu tive uma amizade muito boa quando jogamos juntos. Estou sempre orando por ele, e que isso passe logo para ele ter de volta sua vida normal, porque é uma pessoa que tenho uma gratidão muito grande", disse Jô, atacante do Nagoya Grampus, do Japão, em entrevista ao UOL.

Ronaldinho e Jô atuaram no Atlético entre 2013 e 2014. Juntos, eles venceram o Campeonato Mineiro de 2013, a Copa Libertadores da América de 2013 e a Recopa Sul-Americana de 2014. 

R10 atuou pelo Galo em 88 partidas e marcou 28 gols. Jô, por sua vez, fez 127 jogos e balançou as redes 39 vezes.

O CASO


Quarta-feira, 4 de março, 9h15 da manhã, o cidadão brasileiro naturalizado paraguaio Ronaldo de Assis Moreira apresenta às autoridades de controle migratório do Aeroporto Silvio Pettirossi, em Luque, no Paraguai, o passaporte n° Q568928. Às 9h18, o também cidadão brasileiro naturalizado paraguaio Roberto de Assis Moreira entrega o passaporte Q569753 aos fiscais.

Ronaldo é Ronaldinho Gaúcho, enquanto Roberto é Assis, irmão do ex-jogador. Ambos tiveram a entrada no país liberada em questão de poucos segundos, mas não passaram despercebidos para um grupo de promotores do Ministério Público. Afinal, momentos depois foi descoberto que o passaporte Q568928 havia sido emitido cerca de dois meses antes em nome de María Isabel Gayoso, e não de Ronaldinho. Já o documento Q569753 era da senhora Esperanza Apolonia Caballero Coronil, mas estava com o nome de Assis. Ou seja, eram passaportes fraudulentos (originais, mas com conteúdo falso).

Se em um primeiro momento chegou a se considerar a possibilidade de que tudo não havia passado de um mal-entendido e, por isso, não era necessário abrir processo contra os dois irmãos, o caso sofreu grande reviravolta dois dias depois, quando a Justiça decretou a prisão de ambos e determinou que eles precisavam permanecer detidos durante a investigação. A suspeita do MP é de que Ronaldinho Gaúcho e seu irmão façam parte de um amplo esquema estruturado para desenvolver documentos falsos. A quadrilha contaria com a participação de empresários e funcionários públicos para facilitar a operação de negócios ilegais no país. Mas, para o MP, o objetivo final seria, na verdade, lavagem de dinheiro.

A defesa de Ronaldinho e seu irmão alega que os dois foram enganados e não sabiam que os passaportes tinham sido adulterados. Por enquanto, não conseguiram convencer as autoridades paraguaias e têm acumulado sucessivas derrotas na tentativa de tirar os seus clientes da cadeia.

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