CRUZEIRO

Fabrício Bruno celebra volta ao Cruzeiro e agradece Chapecoense por crescimento profissional

Zagueiro disse que já vislumbrava nova chance na Raposa desde dezembro

postado em 15/01/2019 16:27 / atualizado em 15/01/2019 19:09

Juarez Rodrigues/EM D.A Press
Foi com o sentimento de voltar para casa que Fabrício Bruno comemorou o regresso ao Cruzeiro. Ele suprirá a saída de Manoel, emprestado ao Corinthians até o fim do ano, e terá o contrato ampliado para dezembro de 2021. “Estou extremamente feliz pelo retorno ao clube, trabalhei muito nesses dois anos para voltar à minha casa que, sem dúvida nenhuma, no Cruzeiro sempre foi. Pretendo ficar e fazer daqui minha moradia por um bom tempo”, disse o jogador, em entrevista nesta terça-feira, na Toca da Raposa 2.

Fabrício chegou a se juntar ao elenco da Chapecoense, clube para o qual seria emprestado pelo terceiro ano consecutivo. O zagueiro realizou a primeira semana de pré-temporada em Santa Catarina, mas acabou retornando a Belo Horizonte a pedido da diretoria cruzeirense. Ele garante que, desde o começo, vislumbrava nova oportunidade no elenco celeste.

“Quando voltei, a minha preferência era ficar aqui no Cruzeiro. Esperei o fim das negociações e quando pedi para voltar para a Chapecoense era algo que almejava, pelo carinho que tenho lá, mas desde que cheguei tinha certeza do que eu queria. Fui para lá porque precisava jogar. Mas, se precisasse, eu voltaria para defender o Cruzeiro. Quando chegou a notícia eu falei que queria voltar e ajudar da melhor maneira. Com a concorrência, quem tem a ganhar é o Cruzeiro. Temos cinco zagueiros qualificados e quem o Mano selecionar ele estará bem servido”.

Pela Chapecoense, Fabrício Bruno jogou as duas últimas temporadas, com 60 partidas e dois gols marcados. Em 2018, ele teve a sequência prejudicada em função de uma lesão no púbis, sofrida ainda em fevereiro, durante o Campeonato Catarinense. Inicialmente, o atleta passou por tratamento conservador. Como não houve resultados satisfatórios, veio a recomendação de cirurgia. O responsável pelo procedimento foi o médico do Cruzeiro, Sérgio Campolina. Deu tempo de Fabrício se recuperar para disputar as sete últimas rodadas do Brasileiro e ajudar a Chape a se manter na elite nacional – 14º lugar, com 44 pontos. Por tudo que viveu no Sul do país, o zagueiro agradece ao ex-clube por ter lhe proporcionado crescimento profissional e pessoal.
 
“Passei por coisas boas em Chapecó. No primeiro ano eu joguei muito, tive muitos minutos (43 partidas). Eu, o Cruzeiro e meus empresários achamos bom essa minutagem, pegar essa experiência. Disputei vários campeonatos também. Ano passado tive uma lesão séria e que me comprometeu, mas graças a Deus e ao Cruzeiro me recuperei bem. O Sérgio Campolina me operou, a recuperação foi bem sucedida e fechei a temporada com chave de ouro ainda”.

Apesar de ainda ter 22 anos – completará 23 em fevereiro –, Fabrício Bruno disputou tanto a Copa Libertadores quanto a Copa Sul-Americana pela Chapecoense. Ele acredita que essa experiência lhe concederá pontos positivos com o técnico Mano Menezes. “No Cruzeiro será a primeira vez. Na Chape eu disputei duas, não passamos na fase de grupos e na outra não passamos da pré. Joguei Sul-Americana também e outros torneios, então foi de grande valia para quando o Mano optar eu estar apto”.

O zagueiro também elogiou os colegas de posição no grupo da Raposa. “Tanto Cacá quanto Murilo são jovens como eu, mas também são experientes, principalmente o Murilo, por ser campeão de duas Copas do Brasil. Cacá também já treina há muito tempo e tem futuro promissor. Dedé e Leo dispensam comentários, sou fã e admiro demais. E eles sabem bem o que devem ser feito, fazem um trabalho muito bem-sucedido e, por isso, estão aqui no Cruzeiro”.

Em sua primeira experiência profissional no Cruzeiro, em 2016, Fabrício Bruno jogou oito partidas e marcou um gol – na derrota por 3 a 2 para a Chapecoense, em 29 de junho, na Arena Condá, pela 12ª rodada do Brasileiro. Naquela circunstância, o recém-promovido da base ganhou prestígio sob o comando de Paulo Bento, mas perdeu espaço com a saída do treinador português e a posterior chegada de Mano Menezes.

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