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SÉRIE A

Cruzeiro encara Chapecoense para transformar discurso em reação no Brasileiro

Time celeste busca reabilitação após semana de treinos e muita conversa

postado em 26/05/2019 06:01 / atualizado em 26/05/2019 00:19

<i>(Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)</i>
Depois de uma semana livre para descansar e trabalhar, de muita conversa, de reunião entre diretoria, comissão técnica e jogadores, de entrevistas otimistas, chegou a hora de o Cruzeiro colocar o discurso em prática. Neste domingo, às 19h, recebe a Chapecoense no Independência, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, para voltar a vencer depois de três derrotas e um empate nos últimos quatro jogos.

Qualquer outro resultado vai aumentar a pressão sobre a equipe, que viu o desempenho despencar depois da conquista do Campeonato Mineiro. Se ao empatar com o rival Atlético, na decisão do título Estadual, somou 20 jogos sem perder na temporada, invencibilidade que foi ampliada ao fazer 2 a 0 no Deportivo Lara, na Venezuela, pela Libertadores, desde então venceu apenas duas das sete partidas que disputou, tendo perdido quatro. Foram 14 gols sofridos e apenas sete marcados.

A má fase fez todos procurarem explicações. No começo, o próprio técnico Mano Menezes afirmou se tratar de “relaxamento natural de quem conquistou título”. Os atletas a cada fracasso tinham uma justificativa. E entre os torcedores circularam rumores sobre desentendimentos no vestiário e até de complô, cujo o alvo seria o treinador.

Agora, com tudo colocado em pratos limpos pelos próprios envolvidos, a torcida espera a resposta positiva. “Momentos difíceis você vai passar (...) Então, é focar mais, ajudar mais o companheiro, não ficar achando que o outro vai resolver todas as situações se você pode ajudá-lo. Mas também não podemos criar um monstro. Tenho certeza que vamos voltar a demonstrar a qualidade da nossa equipe”, disse o goleiro Fábio, o mais experiente do grupo.

Mas isso só será válido se a equipe se recuperar, ganhando jogos como o deste domingo. O adversário aumenta a esperança, pois as duas vitórias até agora no Brasileiro foram em casa e contra equipes que também não estão entre candidatos ao título, casos de Ceará e Goiás.

<i>(Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)</i>
Para o lateral-esquerdo Egídio, o momento pelo qual passa o Cruzeiro faz parte do futebol. “Ninguém passa a temporada inteira bem. Mas já passou. Os torcedores vieram apoiar, a diretoria fez alerta, não cobrou. E na conversa só entre nós, reforçamos a confiança um no outro, ninguém aqui duvida do outro. Trabalhando forte durante a semana, um volume de treinamento significativo. Tenho certeza que neste domingo vamos colocar isso em prática e voltar a vencer.”

Mudanças

Depois da goleada para o Fluminense, Mano Menezes chegou a dizer que não é a favor de fazer mudanças radicais no time depois de um resultado tão ruim. Porém, ele vai mexer, ainda que em alguns casos seja por obrigação.

Sem Orejuela, que passou por artroscopia no joelho esquerdo, Edílson deve recuperar a titularidade na lateral direita. No meio, com Thiago Neves novamente à disposição depois de dois jogos, ele pode tirar Rodriguinho ou colocar ambos para atuarem juntos desde o início da partida, o que seria novidade. Quem também luta por vaga é o armador Marquinhos Gabriel. 

Adversário

A Chapecoense teve problemas na logística para vir a BH depois que o voo de sexta-feira em Chapecó foi cancelado devido às fortes chuvas. A delegação chegou à capital mineira na noite desse sábado. A equipe precisa de bom resultado para se distanciar a zona da degola. Na rodada passada, perdeu para o Fortaleza por 3 a 1 em casa.

CRUZEIRO X CHAPECOENSE

Local: Estádio Independência
Data: domingo, 26 de maio
Horário: 19h
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)

CRUZEIRO
Fábio; Edílson, Dedé, Leo e Egídio; Henrique, Robinho, Rodriguinho e Thiago Neves (Lucas Romero); Marquinhos Gabriel e Fred
Técnico: Mano Menezes

CHAPECOENSE
Tiepo; Caíque Sá, Gum, Douglas e Bruno Pacheco; Elicarlos, Márcio Araújo e Gustavo Campanharo (Marcos Vinícius); Arthur Gomes, Rildo e Everaldo
Técnico: Ney Franco

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