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CHAPECOENSE

Fundador da Chape diz que não é o fim do sonho: "Clube vai se reerguer com trabalho e união"

Aos 80 anos, Alvadir Pelisser lembra que vendeu muita rifa para construir a Chape

Rodrigo Fonseca
Triste após tragédia aérea, fundador da Chapecoense diz que sonho não se encerrou - Foto: Rodrigo Fonseca/Superesportes


Enviado especial a Chapecó

Alvadir Pelisser ainda se recupera de um AVC, sofrido em janeiroAos 80 anos, com certa dificuldade de locomoção, um dos fundadores da Chapecoense, em maio de 1973, superou os obstáculos e foi até a Arena Condá dar apoio aos familiares do desastre aério que vitimou jogadores e dirigentes da equipe.

A notícia da tragédia abalou PelisserMas não vai pôr fim ao sonho da Chape"Trabalhar honestamente, vestir a camisa do clubeAssim vai continuar dando certoAlém disso, o povo se uniu e vai seguir unido pela ChapecoenseO clube vai se reerguer com trabalho e união", disse.

Assim como na década de 1970, nada pode servir de entraveEle lembra que saída pelas ruas de Chapecó se dedicando a levantar dinheiro pelo clube: "Eu vendia rifa para sustentar o clube no inícioNada me desanimava."

A Chapecoense de Seu Pelisser cresceuChegou à elite do futebol brasileiroAvançou à decisão da Copa Sul-Americana
No voo rumo a Medellín, local da final contra o Atlético Nacional, o sonho interrompido.

"Nunca imaginava issoA coisa foi crescendo e viramos um gigante em campo, um clube modesto, mas gigante em campo, com futebol bonitoÉ um time novo, um guri, perto dos outros do Brasil", disse.

"Eu sei que o momento é muito tristeNão podia acontecer coisa mais horrível, a Chapecoense disputando um título inédito, internacionalÉ pedir a Deus que dê força aos familiares, primeiramenteDepois vamos levantar a Chape."