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SOBREVIVENTES

Neto é sobrevivente que mais preocupa; Alan Ruschel evolui e pede até 'churrasco'

Zagueiro ainda necessita de cuidados especiais, enquanto lateral tem boa melhora

Agência Estado
Resgatado com vida, Neto foi atendido por paramédicos e está internado: caso ainda requer cuidados - Foto: AFP/LUIS ACOSTA
Dos quatro brasileiros que sobreviveram à queda do avião da LaMia e continuam internados em Medellín, o zagueiro Neto é o que inspira maiores cuidados, segundo os médicos, que divulgaram novo boletim neste domingo para informar sobre o estado de saúde dos jogadores da Chapecoense.

O zagueiro é o único que continua entubadoNeto, que foi o último a ser resgatado do acidente com vida, está com pneumonia e ainda depende de ventilação mecânica para respirarE deve permanecer assim por até 48 horas.

Já o lateral Alan Ruschel evoluiu bem e até brinca com os médicos da UTI: pediu até um churrasco - ele disse que estava com vontade de comer carneRuschel conversa bastante com os médicos, falou com familiares que estão em Medellín e foi comunicado do que aconteceu.

O goleiro Jackson Follmann, que teve a perna direita amputada, continua mostrando evolução segundo os médicos, que já descartaram amputar a outra perna do jogador.

Follman, que pode sair da UTI nesta semana, sofreu uma lesão na coluna e terá de passar por uma cirurgia devido a uma fratura na segunda vértebraDependendo da evolução, a cirurgia na coluna pode até ser feita no Brasil.

Outro sobrevivente brasileiro do acidente que matou 71 pessoas na última terça-feira é o jornalista Rafael Henzel, que também já respira sem ajuda de aparelhos, embora continue com uma infecção pulmonarOs médicos ainda consideram o estado de Henzel como “crítico”, mas ressaltaram uma evolução nos últimos dias.

Segundo os médicos, não há previsão para que os sobreviventes sejam transferidos para o BrasilOs três jogadores e o jornalista precisam, primeiro, sair da UTI e ir para um quarto normal“Até amanhã (segunda-feira) nenhum deles sai da UTIFazemos planos para cada 24 horas, porque pacientes de UTI estão em estado crítico, é muito dinâmico”, disse o intensivista Edson Stakonski.

Além dos quatro brasileiros, também sobreviveram ao acidente dois tripulantes bolivianos, Ximena Suárez e Erwin Tumiri, este último que, inclusive, já recebeu alta médica.