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CHAPECOENSE

"Vi muitos corpos espalhados, mas não tinha o que fazer", diz comissário

Um dos seis sobreviventes do acidente do voo da Chapecoense, o tripulante da companhia boliviana Lamia contou o que viveu na tragédia em entrevista ao 'Fantástico'

Correio Braziliense
Erwin Tumiri, sobrevivente do voo da chapecoense - Foto: AFP / STR

"Era como um pesadelo, nem eu mesmo acreditavaAcordei e pensei: o que estou fazendo aqui?"Essas são as memórias que Erwin Tumiri preferia esquecerO sobrevivente do acidente do voo da Chapecoense contou o que viveu na madrugada da última terça-feira (29/11), em entrevista ao Fantástico deste domingo (04/12).

O tripulante da companhia boliviana Lamia recordou que, no voo, ninguém sabia que o avião estava em pane elétrica, causada pela falta de gasolina"Não foi dado nenhum aviso de que todos corriam risco Avisaram que iríamos pousar, um pouso normal", revelouEle disse que, pouco antes da queda, conversava com Caio Júnior, técnico da Chapecoense.

Depois da queda, ele relembra que "acordou" sem saber o que estava acontecendoEntão, pegou a lanterna, e começou a gritar por socorroQuando viu a colega, Ximena Suárez, a ajudou a sair dos escombros"Ela estava presa", relembrou"Vi muitos corpos espalhados, mas não tinha o que fazer
Ouvi uma pessoa falando com sotaque brasileiro, quis ir na direção da voz, mas ela não me respondia", afirmou o sobrevivente(Rebeca Oliveira)