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Chape diz que clubes da Série B vão conceder férias e poderão cortar salários; Cruzeiro vai se pronunciar após reunião

Clubes alegam que as ações vão seguir os ditames das leis trabalhistas do Brasil

postado em 26/03/2020 13:50 / atualizado em 26/03/2020 14:10

(Foto: Lucas Figueiredo / CBF)
A Chapecoense publicou nesta quinta-feira uma carta na qual explica que os clubes da Série B do Campeonato Brasileiro decidiram em conjunto dar 20 dias de férias para os jogadores a partir do dia 1 de abril. As equipes também alertam que poderão cortar salários e direitos de imagem se o calendário do futebol brasileiro não voltar à normalidade.

Em contato com o Superesportes, o Cruzeiro disse que "está ao lado dos outros 19 clubes que disputarão a Série B de 2020 em busca da melhor solução para a competição. Nesta quinta-feira haverá ainda uma reunião, por videoconferência,  às 16h, com as agremiações que participam da Comissão Nacional de Clubes e, após essa reunião, Cruzeiro irá se pronunciar".

América também informou que aguardará a reunião para falar sobre o assunto.

De acordo com a carta, os clubes poderão aplicar a redução de 25% (vinte e cinco por cento) na remuneração de todos os atletas profissionais, membros de comissões técnicas e funcionários  em se mantendo este cenário de paralisação após o período de férias coletivas .

Segundo o documento, os clubes também devem suspender pelo período de paralisação do futebol brasileiro todos os contratos de direito de imagem, cabendo a cada clube individualmente analisar e observar as características próprias dos respectivos contratos para as consequentes suspensões. 

Os clubes alegam que as ações vão seguir os ditames das leis trabalhistas do Brasil.

Leia o documento na íntegra:


Os 20 clubes que integram a Série B do Campeonato Brasileiro de Futebol Profissional, em conformidade com a Medida Provisória 927, de 22 de Março de 2020, diante da pandemia do Coronavírus (Covid-19), que causou o cancelamento de jogos, a paralisação de campeonatos e a recorrente perda de receitas que dificultam o cumprimento de suas obrigações sociais e financeiras, e do impasse na negociação entre o Conselho Nacional de Clubes e a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (FENAPAF), DECIDIRAM conjuntamente adotar as seguintes medidas:

A concessão de férias de 20 dias, prorrogáveis por mais 10 dias, a todos os atletas profissionais, membros de comissões técnicas e funcionários a partir de 1º de abril de 2020, em conformidade com o artigo 6º da Medida Provisória 927, de 22 de março de 2020. Salientamos que tal prorrogação dependerá de reavaliação do cenário e das condições de paralisação, sendo que tal item será definido em reunião entre os 20 clubes, no próximo dia 15 de abril de 2020

Apesar das dificuldades impostas pelas paralisações das atividades, os clubes não medirão esforços e realizarão os pagamentos dos salários do mês de março/2020 integralmente. Porém, em se mantendo este cenário de paralisação após o período de férias coletivas, poderá ser necessário aplicar a redução de 25% (vinte e cinco por cento) na remuneração de todos os atletas profissionais, membros de Comissões Técnicas e funcionários durante o período que durar a paralisação, como preceitua o artigo 503 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em casos extremos e de força maior;

A suspensão, pelo período de paralisação, de todos os Contratos de Direito de Imagem, cabendo a cada clube individualmente analisar e observar as características próprias dos respectivos contratos para as consequentes suspensões;

Solicitar às Federações, Confederações e a todas as entidades que organizam campeonatos um período mínimo para condicionamento físico dos atletas de 20 (vinte) dias entre o término da paralisação e a realização de partidas oficiais; e

Colocar as dependências esportivas de todos os clubes à disposição das autoridades sanitárias e de saúde para a instalação de leitos, coleta de sangue, realização de exames e outras atividades que se façam necessárias para o auxílio no combate à pandemia e suas consequências.

Temos a absoluta certeza que as providências acima são estritamente necessárias para não haver um colapso financeiro com consequências muito mais graves e que contaremos com o apoio e a compreensão de todos os envolvidos.

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