Cruzeiro

Agente chega para discutir futuro do volante Fabrício com Zezé Perrella

Reunião pode selar acordo para permanência por mais alguns anos

Bruno Furtado

Volante Fabrício, em visita ao escritório de Reinaldo Pitta, no Rio de Janeiro, no último dia 30
O empresário do volante Fabrício, Reinaldo Pitta, chegou a Belo Horizonte nesta segunda-feira para se reunir com o presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, e tentar chegar a um acordo para prorrogar o vínculo do jogador. O contrato atual vai até 31 de dezembro.


Como faltam apenas seis meses para o fim do contrato, Fabrício já está respaldado pela legislação esportiva brasileira para assinar com outro clube. No entanto, Reinaldo Pitta disse que o Cruzeiro não corre o risco de ser surpreendido. “A preferência para ficar com o Fabrício é do Cruzeiro. Se o clube tiver interesse em ficar com ele, logicamente chegaremos num denominador comum”, disse, ao Superesportes.

Pitta só abrirá negociação com outros clubes caso o Cruzeiro desista de prorrogação de contrato. “Hoje, temos um trato que não vamos fazer nada antes de conversar com o presidente Zezé Perrella. A preferência é do Cruzeiro e o Zezé sabe disso. Estou no Cruzeiro desde a época do Ronaldo e vou fazer isso com o clube? Esquece. A lógica é ele ficar no Cruzeiro, mas vamos nos sentar e resolver. Mesmo que não acertemos hoje (segunda-feira), podemos resolver mais pra frente. A situação do Fabrício é muita tranquila”.

No mês passado, Fabrício manifestou interesse em encerrar a carreira no Cruzeiro. O desejo dele era fazer um contrato de mais três ou quatro anos. Pitta ratificou que são essas as condições pretendidas pelo volante. “O Fabrício tem 28 anos, precisa fazer um grande contrato agora, de três ou quatro anos para ele ficar tranquilo. Pode ser que a gente resolva hoje. Se não der errado, a gente vê”.

O Cruzeiro é detentor de 62,5% dos direitos econômicos de Fabrício e Pitta, de 37,5%. Caso o contrato acabe, sem acordo para prorrogação, o volante ficará livre e o clube não recuperará o investimento de 1 milhão de euros feito no fim de 2008. “O contrato do jogador é muito claro. Se ele cumpriu os três anos previstos, os direitos econômicos passam a ser dele”. (UAI)