Adílson foi o técnico do Cruzeiro de 2008 a junho de 2010, quando foi dispensado depois do empate por 0 a 0 com o Santos, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Com ele, o time chegou a jogar com eficiência. Em todos os anos conseguiu a classificação para a Copa Libertadores, na qual foi vice-campeão em 2009, perdendo o título para o Estudiantes, da Argentina, no Mineirão. Depois, dirigiu sem sucesso o Corinthians, Santos, Atlético-PR e São Paulo. Seguiu fielmente a orientação dos amigos ao deixar o Morumbi: descansar, rever alguns dogmas e só voltar ao futebol num prazo de três ou quatro meses, se possível, no exterior.
Levir Culpi é outro nome querido. Tanto que foi o técnico já por três vezes: 1996, 98/99 e 2005. Não conseguiu bons resultados na última passagem, mas na avaliação de dois dos dirigentes é o nome ideal para dar uma nova dinâmica ao futebol celeste, lembrando que em 1996 o Cruzeiro não tinha um time com grandes expressões e ele conseguiu conquistar a Copa do Brasil com todos os méritos, derrubando o todo-poderoso Palmeiras, na época dirigido por Vanderlei Luxemburgo. Também é destacada a campanha de 1998, quando chegou ao vice-campeonato do Brasileiro, perdendo o título para o Corinthians.
Já Vanderlei Luxemburgo viveu uma relação de amor e ódio com o Cruzeiro a partir de 2002. No ano seguinte, alcançou aquela que é considerada uma das maiores marcas do clube: a tríplice coroa, com o Mineiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Mas começou mal a temporada 2004 e foi dispensado em meio a um atrito com os dirigentes, que não aceitavam sua interferência na administração. O então presidente Alvimar Oliveira Costa não o perdoou. Por quase oito anos, seu nome foi proibido na Toca. Agora representa sorrisos. Não tem nenhuma restrição e é apontado como nome capaz de devolver ao Cruzeiro a grandeza de seus melhores momentos em campo.
Com Mancini o retrospecto não é nada animador: seis derrotas, cinco empates e quatro vitórias, incluindo os amistosos com América e Mamoré em 2012. O técnico assume toda a responsabilidade pelo que está acontecendo e garante que, com treinamentos, vai conseguir o que deseja: um futebol eficiente para disputar os títulos. Depois da derrota para o Guarani (desde 2004 – 1 a 0 para o Valério – o time não perdia na estreia do Estadual), ele foi para Ribeirão Preto (SP) descansar e fugir das pressões dos torcedores. Promete mudanças: uma delas poderá ser Marcos, na lateral direita, saindo Diego Renan, instável diante do Bugre e muito vaiado pela torcida.