Cruzeiro

Sem jogar há dois meses e meio, Fábio quer 'tranquilizar' torcida em seu retorno

Capitão do Cruzeiro volta ao time diante do Tupi e vê necessidade de vitória

Fábio não joga desde 27 de novembro
O goleiro Fábio não defende a meta cruzeirense desde 27 de novembro, quando a Raposa empatou por 2 a 2 com o Ceará, em jogo válido pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o capitão da equipe volta a campo depois de 77 dias e avalia que um triunfo sobre o Tupi, na Arena do Jacaré, será fundamental para tranquilizar a torcida.


“A torcida está impaciente pela situação que vivemos pelo ano passado, as dificuldades que tivemos até o final da competição. O torcedor está apreensivo, porque não quer que a situação se repita. E nada melhor que começo de temporada para tranquilizarmos o torcedor e caminharmos juntos no Mineiro e na Copa do Brasil”, afirmou.

Por suspensão, Fábio desfalcou o Cruzeiro na última rodada do Brasileirão, em goleada por 6 a 1 sobre o Atlético, e também na estreia do Mineiro, em derrota para o Guarani por 1 a 0. Ele esteve ausente também em amistosos contra América e Mamoré.

No retorno à equipe, Fábio terá de conviver com a cobrança da torcida, que protestou contra o time na derrota para o Guarani. O capitão avalia que as críticas têm sido motivadas pela falta de contratações de jogadores “referências no futebol”.

“O torcedor quer sempre o melhor para sua equipe, independentemente de quem esteja no grupo. Quer jogadores de qualidade, referências no futebol. Isso é normal de todo torcedor. Temos de ser inteligentes, ver a real situação que o clube vive. Isso tem de ser compreendido também. Sabemos que vamos ser cobrados. A primeira partida já gerou cobrança grande, mas temos de saber conviver com isso. Vivemos de resultados e temos de vencer para o torcedor se tranquilizar”, destacou o goleiro.

Fábio destacou que o Cruzeiro inicia esta temporada com desempenho distante daquele do princípio de 2011, quando fez boa campanha nas fases iniciais da Copa Libertadores e também no Estadual.

“Nós temos uma referência do ano passado que começamos com tudo, às vezes nem jogando bem, mas fazendo um, dois, três, quatro, gols. A bola estava entrando. Esse ano foi diferente, não rendemos bom futebol. Isso prejudica e deixa o torcedor desconfiado. O Mineiro é um campeonato que muitos falam que é preparação, mas nós aqui sabemos da cobrança. Sabemos o que podemos fazer, temos de nos cobrar para poder vencer e dar confiança ao torcedor”, disse.